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Preços do feijão-carioca avançam, enquanto feijão-preto mantém estabilidade impulsionada por dólar firme e vendas externas

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana de 21 de agosto com trajetórias distintas para as duas principais variedades comercializadas no país. O feijão-carioca ganhou força em meio à oferta reduzida de lotes de melhor qualidade, ao passo que o feijão-preto ficou praticamente estável, sustentado pela combinação entre câmbio favorável e ritmo constante das exportações.

Oferta contida valoriza o feijão-carioca

De acordo com o consultor Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, muitos agricultores ainda dispõem de produto armazenado, mas optaram por segurar as vendas à espera de condições mais vantajosas. A posição financeira confortável de parte desses produtores elevou as pedidas e limitou a liquidez.

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Na Bolsa de Cereais de São Paulo, os lotes de feijão-carioca extra, com notas entre 9,5 e 10, foram negociados entre R$ 325 e R$ 330 por saca CIF. Lotes nota 9 giraram em torno de R$ 310, enquanto os de nota 8 ficaram perto de R$ 290. No interior paulista, negócios FOB com os melhores padrões atingiram R$ 322 por saca; em Minas Gerais, as referências chegaram a R$ 295.

Empacotadoras continuam comprando apenas para repor estoques, o que amplia a distância entre os preços pretendidos pelos vendedores e os valores aceitos pelos compradores.

Terceira safra pode alterar o cenário

No curto prazo, a perspectiva segue positiva para os lotes de maior classificação do feijão-carioca. Entretanto, a chegada da terceira safra em Minas Gerais e Goiás deverá ser monitorada. O efeito sobre as cotações dependerá do volume colhido, da qualidade do grão e da rapidez com que o produto for colocado no mercado.

Feijão-preto encontra suporte no câmbio e nas exportações

Para o feijão-preto, o ambiente foi de maior equilíbrio entre oferta e demanda. Preços FOB ficaram em R$ 210 por saca no Sul do Paraná, R$ 218 no Oeste de Santa Catarina e R$ 229 no interior paulista.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou cerca de 256,2 mil toneladas de feijão (todas as classes), a um valor médio de US$ 783,25 por tonelada. Somente em julho, o feijão-preto foi embarcado por valores entre US$ 1.000 e US$ 1.050 por tonelada. A taxa de câmbio ao redor de R$ 5,15 – R$ 5,20 por dólar reforçou a paridade de exportação e evitou quedas internas mais acentuadas.

Tendências para o restante do semestre

No feijão-preto, analistas projetam manutenção dos preços ou leve valorização, condicionada ao ritmo das vendas externas, ao câmbio e à disponibilidade regional. Já o feijão-carioca deverá seguir firme enquanto os produtores mantiverem a estratégia de liberar volumes limitados ao mercado.

Com informações de Portal do Agronegócio

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