A semana encerrada em 20 de agosto foi marcada por alta nas cotações do milho no mercado brasileiro. A média nacional passou de R$ 63,09 para R$ 64,01 por saca de 60 quilos, variação positiva de 1,46%. O movimento foi impulsionado pela menor oferta dos produtores, pela valorização dos contratos futuros e pela melhora da paridade de exportação.
Produtores seguram vendas
Levantamento da Safras & Mercado mostra que agricultores seguem cautelosos na liberação de lotes, selecionando propostas e aguardando preços mais altos. Essa restrição reduziu a disponibilidade no mercado físico, dificultando a formação de negócios.
Do lado da demanda, parte das indústrias ainda opera com estoques adquiridos anteriormente e mantém ritmo moderado de compras. Mesmo assim, alguns compradores intensificaram a busca por produto, mas encontram oferta limitada dentro dos valores considerados viáveis.
Impacto da safrinha
A colheita da segunda safra avança, ampliando gradualmente a oferta. Contudo, a resistência dos vendedores tem impedido recuos mais acentuados nas cotações, sustentando o viés de alta nas principais regiões produtoras.
Mercado internacional em alta
Na Bolsa de Chicago, o milho também subiu após relatórios da Crop Tour indicarem produtividade menor em lavouras dos Estados Unidos, fator que adicionou suporte às cotações externas.
Preços por praças
• Cascavel (PR): R$ 63/sc, alta semanal de 3,28% (antes R$ 61).
• Campinas/CIF (SP): R$ 70/sc, avanço de 2,19% (antes R$ 68,50).
• Mogiana (SP): R$ 64/sc, aumento de 1,59% (antes R$ 63).
• Rondonópolis (MT): R$ 62/sc, alta de 3,33% (antes R$ 60).
• Uberlândia (MG): R$ 63/sc, elevação de 3,28% (antes R$ 61).
• Rio Verde (GO): R$ 59/sc, ganho de 1,72% (antes R$ 58).
• Erechim (RS): estabilidade em R$ 70/sc.
Fluxo de exportação
Nos dez primeiros dias úteis de agosto, o Brasil embarcou 2,216 milhões de toneladas de milho, com média diária de 221,630 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou US$ 480,477 milhões, equivalente a US$ 48,047 milhões por dia. O preço médio foi de US$ 216,80 por tonelada, 9,5% acima do observado em agosto de 2025. Em contrapartida, o volume diário caiu 32% e a receita média recuou 25,6% na comparação anual.
Perspectivas
O comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá do ritmo final da colheita, da postura dos produtores na oferta e da demanda das indústrias. A evolução da paridade de exportação e as estimativas da safra norte-americana também seguem no radar dos agentes.
Com informações de Portal do Agronegócio

