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Preços do milho permanecem estáveis no Brasil diante de colheita da safrinha atrasada

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca variação entre 30 de julho e 6 de agosto, período em que compradores e vendedores adotaram postura conservadora por causa do avanço irregular da colheita da safrinha 2026.

Ritmo lento nos campos

Condições climáticas instáveis mantiveram o andamento dos trabalhos de colheita abaixo do esperado em várias regiões produtoras. Segundo a Safras & Mercado, o atraso, aliado às dificuldades de armazenagem, reduziu a oferta imediata e evitou pressões típicas de baixa nos preços.

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O analista Paulo Molinari destaca que, apesar do volume expressivo estimado em cerca de 100 milhões de toneladas para o período, muitos produtores seguram parte da produção na expectativa de preços mais altos no fim do ano. Essa estratégia eleva as cotações de balcão, já que cooperativas e comerciantes enfrentam limitações logísticas e buscam garantir produto para honrar contratos.

Oscilações nos principais polos

Entre as praças acompanhadas, as mudanças foram discretas:

  • Cascavel (PR): R$ 61,00/saca (estável);
  • Campinas/CIF (SP): de R$ 67,50 para R$ 67,00/saca (−0,7%);
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 62,00/saca (estável);
  • Rondonópolis (MT): R$ 56,00/saca (estável);
  • Erechim (RS): de R$ 69,00 para R$ 70,00/saca (+1,45%);
  • Uberlândia (MG): de R$ 61,00 para R$ 60,00/saca (−1,6%);
  • Rio Verde (GO): de R$ 57,00 para R$ 58,00/saca (+1,75%).

Nos portos, também houve estabilidade: Paranaguá (PR) manteve R$ 68,00/saca e Santos (SP) continuou em R$ 70,00/saca.

Projeção do USDA

Relatório Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica produção brasileira de 139 milhões de toneladas de milho na safra 2026/27, ligeiramente abaixo das 139,5 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. A área plantada deve chegar a 23 milhões de hectares.

O consumo interno é estimado em 100 milhões de toneladas, frente a 97 milhões na temporada anterior. Já as exportações podem alcançar 43 milhões de toneladas, reforçando a posição brasileira no comércio internacional.

Com oferta elevada, demanda crescente e entraves logísticos durante a colheita, agentes do setor seguem de olho no ritmo de comercialização e na decisão dos produtores de liberar ou reter volumes nos próximos meses.

Com informações de Portal do Agronegócio

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