O Telescópio Espacial Hubble atingiu a marca de 200 mil voltas em torno da Terra. Em operação desde 1990, o observatório acumula 36 anos de serviço científico e mais de 1,7 milhão de registros de imagens e dados do universo.
Ritmo de navegação
Instalado a uma altitude que varia entre 470 e 475 quilômetros, o Hubble completa cada órbita em cerca de 94 minutos. A posição quase circular e relativamente elevada reduz o arrasto atmosférico, fator que ajuda a prolongar a vida útil do equipamento e a manter a estabilidade de suas observações.
Comparação com outros satélites
Satélites colocados em órbitas mais baixas giram mais rápido, porém sofrem maior resistência do ar rarefeito e tendem a reentrar na atmosfera mais cedo. Já objetos em altitudes próximas às do Hubble permanecem operacionais por períodos mais longos.
Os recordistas de órbitas atualmente são:
- TIROS-1 (1960) – 352.640 órbitas;
- Explorer 7 (1959) – 347.440 órbitas;
- Vanguard 1 (1958) – 274.550 órbitas (ainda em órbita);
- Telescópio Espacial Hubble (1990) – 200.000 órbitas (em operação);
- Estação Espacial Internacional (1998) – 152.800 órbitas (em operação).
Entre esses marcos, o Vanguard 1 segue como o artefato espacial mais antigo ainda em órbita, enquanto a Estação Espacial Internacional mantém um ciclo de 93 minutos por volta, superando 15 rotações diárias desde 1998.
O Hubble, entretanto, permanece como um dos instrumentos científicos orbitais mais produtivos, responsável por algumas das imagens e descobertas astronômicas mais influentes das últimas décadas.
Com informações de Olhar Digital

