O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana de 25 de setembro em alta. Levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio nacional do animal vivo passou de R$ 4,81 para R$ 5,04 por quilo, movimento atribuído à redução de oferta e ao maior ritmo de compras dos frigoríficos.
Demanda interna e exportações sustentam valorização
De acordo com o analista Allan Maia, as indústrias ampliaram as aquisições para abate, enquanto o escoamento da carne no mercado doméstico favoreceu a reposição de estoques. A competitividade frente à carne bovina segue impulsionando o consumo, mas produtores mantêm cautela após meses de prejuízos.
As exportações também colaboraram para enxugar a disponibilidade interna. Nos primeiros 13 dias úteis de setembro, o país embarcou 79,388 mil toneladas de carne suína in natura, com receita de US$ 180,622 milhões. A média diária ficou em 6,106 mil toneladas, ao preço médio de US$ 2.275,20 por tonelada.
Carne no atacado também sobe
No atacado, a carcaça registrou avanço de R$ 7,88 para R$ 8,34 por quilo. O pernil passou de R$ 9,60 para R$ 9,89 por quilo, segundo a mesma consultoria.
Variação regional do suíno vivo
Entre as principais praças acompanhadas:
- São Paulo: arroba subiu de R$ 98 para R$ 107;
- Interior de Minas Gerais: quilo avançou de R$ 5,10 para R$ 5,70; no mercado independente mineiro, de R$ 5,20 para R$ 5,80;
- Goiânia (GO): de R$ 4,90 para R$ 5,30 por quilo;
- Paraná (mercado livre) e interior de Santa Catarina: R$ 4,95 por quilo;
- Rondonópolis (MT): de R$ 4,95 para R$ 5,10 por quilo.
Nos sistemas de integração, as cotações se mantiveram: R$ 4,80 no Rio Grande do Sul; R$ 4,65 em Santa Catarina; R$ 5,05 no Paraná; e R$ 4,65 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Com o ajuste da oferta e a sustentação dada pelas exportações, o setor observa com atenção os próximos movimentos para avaliar se a recuperação se consolida.
Com informações de Portal do Agronegócio

