Brasília — O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou nesta terça-feira (30) que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro “passa por um momento difícil” após anunciar a saída do comando do PL Mulher.
Segundo nota divulgada pelo dirigente após reunião com Michelle, a ex-primeira-dama sente “de perto as injustiças e as angústias” vividas pelo marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde março. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, imposta em novembro do ano passado, por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022 para mantê-lo no poder. A detenção em casa foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que levou em conta o estado de saúde do ex-mandatário.
Michelle informou que deixa a presidência do núcleo feminino do PL para dedicar-se “integralmente” aos cuidados do marido e da filha. De acordo com ela, a decisão foi tomada após conversa com Jair Bolsonaro sobre o atual momento da família.
A saída ocorre em meio a uma crise pública entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente e pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto. Em vídeo divulgado recentemente, a ex-primeira-dama afirmou ter sido “maltratada e humilhada” pelo enteado. Após a repercussão, Flávio pediu desculpas e disse não ter intenção de ofendê-la.
Valdemar Costa Neto afirmou que Michelle “fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher”, mas que optou por concentrar-se na família. O dirigente vinha tentando amenizar o atrito entre a ex-primeira-dama e o senador antes do anúncio da renúncia.
Com informações de G1

