O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou nesta sexta-feira (3) que o governo federal mantém tratativas com os Estados Unidos para barrar a cobrança de até 25% sobre produtos brasileiros, conhecida como “tarifaço”.
Durante agenda em Bauru (SP), Alckmin informou que o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, conversou recentemente com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer, do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA). O objetivo, segundo o vice-presidente, é demonstrar que a medida não se justifica.
“Estamos trabalhando para convencer o governo dos Estados Unidos de que não faz sentido essa tarifa de 25%. Quando o produto americano entra no Brasil, a alíquota média é de 3,1%”, afirmou.
Comparação de tarifas
Alckmin ressaltou que, entre os dez itens que os EUA mais vendem ao Brasil, oito não pagam imposto de importação. Ele citou ainda que os norte-americanos mantêm superávit comercial apenas com Brasil, Reino Unido e Austrália dentro do G20, evidenciando, na avaliação do governo, a desnecessidade de novas barreiras.
Repercussão política
Na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que o USTR adie a possível aplicação da tarifa por 180 dias, classificando a iniciativa como “entreguismo” e chamando integrantes da família Bolsonaro de “traidores da pátria”.
Flávio Bolsonaro nega apoiar a taxação, afirma que a solicitação pretende evitar impacto político às vésperas das eleições e participará de audiência pública em Washington para defender que a tarifa não seja adotada.
Agenda no interior paulista
Em Bauru, Alckmin participou da inauguração de um campus do Instituto Federal e, após o evento, seguiu viagem para a região noroeste do estado.
Com informações de G1

