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OMM prevê El Niño forte e risco de novos recordes de temperatura global

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou nesta sexta-feira, 3 de julho, em Genebra, que o El Niño em formação no Pacífico Equatorial está se intensificando mais rápido do que o estimado e deverá atingir forte intensidade nos próximos meses. O organismo alerta para maior probabilidade de quebra de recordes de temperatura no planeta e para a ocorrência de eventos climáticos severos em várias regiões.

Segundo a OMM, novos modelos meteorológicos indicam que o fenômeno será mais robusto que o previsto no início de junho, quando as projeções apontavam para um episódio de intensidade moderada a forte. A entidade não descarta revisar novamente o cenário se os próximos dados confirmarem evolução ainda mais acentuada.

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O El Niño é caracterizado pelo aquecimento periódico das águas superficiais do Pacífico Central e Oriental. Esse processo costuma durar entre nove e 12 meses, altera padrões de chuva e temperatura em todo o mundo e pode gerar impactos que se estendam até 2027.

O cientista da OMM Álvaro Silva destacou a convergência dos modelos de previsão. “Condições de El Niño surgiram no Pacífico Equatorial, e há um notável consenso entre os modelos de que este será um El Niño forte”, afirmou à Reuters. De acordo com o especialista, a intensidade do fenômeno aumenta a chance de extremos meteorológicos globais e tende a impulsionar as temperaturas médias do planeta, que costumam atingir níveis recordes em anos de El Niño.

A organização ressalta que poderá classificar o episódio como “muito forte” caso levantamentos futuros assim o indiquem.

Efeitos regionais previstos

As projeções sazonais apontam para tempo mais seco em áreas da América Central, do Caribe, da América do Norte e da América do Sul. Também é esperada redução das chuvas em parte do sul da Ásia durante o período das monções, além de impactos na Indonésia e no Sudeste Asiático.

Calor extremo já em curso

O alerta ocorre num momento de temperaturas elevadas em várias partes do globo. Entre 20 e 28 de junho, a Europa enfrentou a onda de calor mais intensa já registrada, provocando pressões sobre infraestrutura, geração de energia e sistemas de saúde, evento atribuído por especialistas às mudanças climáticas.

A OMM prevê que os efeitos do El Niño sejam sentidos até o fim deste ano e continuem influenciando o clima global ao longo de 2027. Atualmente, o calor extremo já é responsável por cerca de 500 mil mortes adicionais por ano em comparação com as taxas normais de mortalidade.

Com informações de Olhar Digital

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