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Lula é acusado de atacar Santa Catarina após declaração sobre racismo

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O programa “Última Análise”, transmitido na noite de segunda-feira (29), debateu o aumento da tensão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o estado de Santa Catarina. A discussão teve início depois de uma fala do petista, na sexta-feira (26), em que afirmou não ser possível “permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”, chegando a comparar o tema ao regime de Adolf Hitler.

A declaração provocou reação imediata do governador Jorginho Mello (PL-SC), que acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR). O chefe do Executivo catarinense classificou as palavras de Lula como discriminatórias contra toda a população do estado.

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Tensão política

No debate mediado pela Gazeta do Povo, o professor da Fundação Getulio Vargas Daniel Vargas afirmou que o presidente tentou reduzir Santa Catarina a uma “hegemonia branca”, ignorando, segundo ele, que o estado possui forte classe média rural e desempenho econômico expressivo.

A advogada Fabiana Barroso também participou do programa e avaliou que a generalização feita pelo presidente “é criminosa”, enquadrando a declaração na lógica do “nós contra eles”.

Expressão polêmica

No mesmo dia da declaração sobre Santa Catarina, Lula utilizou a expressão “o mundo está cheio de nego maluco” ao comentar a política externa do ex-presidente norte-americano Donald Trump. A frase foi considerada ofensiva por setores da própria esquerda e, segundo Daniel Vargas, evidencia um “tribunal político da linguagem” que, em sua visão, já opera há alguns anos no Brasil e em outros países ocidentais.

O ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa criticou a cobertura da imprensa, afirmando que veículos de comunicação minimizaram a expressão usada por Lula. Para ele, se a mesma frase tivesse sido dita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, a repercussão seria mais dura.

Programação

“Última Análise” é exibido ao vivo no YouTube da Gazeta do Povo, de segunda a quinta-feira, das 19h às 20h30, com discussões sobre temas considerados decisivos para os rumos do país.

Com informações de Gazeta do Povo

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