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Flávio Bolsonaro solicita aos EUA prorrogação de 180 dias para novas tarifas sobre produtos brasileiros

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou ao Office of the United States Trade Representative (USTR) um documento de 86 páginas no qual solicita que a entrada em vigor das novas tarifas de 25% sobre exportações do Brasil seja adiada por 180 dias. O pedido, protocolado na quarta-feira (1º), busca empurrar a cobrança para depois das eleições presidenciais brasileiras de 2026.

Argumentos apresentados

No texto, o parlamentar afirma que o aumento tarifário adotado em 2025 “não trouxe resultados positivos” e, ao contrário, teria fortalecido politicamente o governo Lula. Segundo ele, a gestão petista enquadrou as medidas como “ataque à soberania nacional”, o que, na sua avaliação, impactou a opinião pública.

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Flávio sustenta ainda que as tarifas projetadas penalizam tanto a economia americana quanto investidores dos dois países. Como alternativa, propõe sanções financeiras e restrições de visto, baseadas na Lei Magnitsky, direcionadas a pessoas envolvidas nas práticas contestadas pelos Estados Unidos.

Sugestão de cronograma

O senador sugere um prazo inicial de 180 dias, prorrogável por mais 90 se houver avanço nas negociações. Caso não haja engajamento “de boa-fé”, as tarifas seriam aplicadas automaticamente. Ele argumenta que o intervalo permitiria ao Congresso brasileiro pressionar o Executivo por entendimentos e, se a oposição vencer o pleito, dar tempo para a nomeação imediata de um negociador.

Contexto da investigação

As tarifas decorrem da investigação “Seção 301” da Lei de Comércio norte-americana de 1974, que apura atos e práticas brasileiras em áreas como comércio digital (PIX), propriedade intelectual, etanol, tarifas e desmatamento. Com base no inquérito, o USTR propôs novas sobretaxas a serem anunciadas nas próximas semanas.

Reação do governo brasileiro

No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores enviou resposta ao USTR. No ofício, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Planalto afirma que não há comprovação de práticas discriminatórias contra empresas dos Estados Unidos.

Paralelamente, o governo Lula formou um grupo de trabalho com políticos, economistas e diplomatas. Esse colegiado participou de quatro rodadas de negociação; a mais recente ocorreu na quinta-feira (2).

Com informações de G1

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