','

'); } ?>

Flávio Bolsonaro cita modelo Bukele e coloca segurança pública no centro da campanha

Publicidade

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, transformou a proposta de endurecimento penal em principal bandeira da campanha para 2026. Inspirado no “padrão Bukele” adotado em El Salvador, ele promete ampliar presídios, aumentar penas e restringir benefícios para integrantes de facções criminosas.

Foco na criminalidade

Em transmissão ao vivo na quinta-feira (20) e em ato em Nova Iguaçu (RJ) na sexta-feira (21), o parlamentar declarou que pretende “devolver as ruas à população” e fez um recado direto às organizações criminosas: “Metam o pé até o final do ano, enquanto vocês têm um presidente da República que passa a mão na cabeça de vocês”.

Publicidade

Entre as medidas anunciadas estão:

  • classificação de PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas;
  • pena mínima de oito anos para roubo e receptação de celulares;
  • redução da maioridade penal, com defesa de 16 anos em geral e 14 anos para crimes hediondos;
  • castração química para condenados por crimes sexuais;
  • uso de tecnologia para acionar a polícia em casos de violência contra mulheres.

Apoio em pesquisas

Levantamento Quaest divulgado em 14 de agosto aponta a segurança pública como principal preocupação de 33% dos brasileiros, à frente de economia (15%), saúde (14%) e corrupção (14%). Outra sondagem, do instituto Real Time Big Data, publicada em maio, indica que 90% da população apoia a responsabilização penal a partir dos 16 anos; entre eleitores de Flávio, o índice chega a 96%.

No Congresso, aliados do PL articulam a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição que reduz a idade de imputabilidade. O relator Mendonça Filho (PL-PE) afirmou que o tema só irá a plenário após as eleições para evitar acusações de uso político.

Referência salvadorenha

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, reduziu drasticamente os homicídios no país, mas enfrenta denúncias de prisões arbitrárias, tortura e mortes sob custódia. Aproximadamente 84 mil pessoas foram detidas no regime de exceção e foi inaugurado o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), com capacidade para 40 mil detentos.

Críticas e desafios

Especialistas alertam para custos e limites de uma política baseada apenas em endurecimento. O advogado criminalista Gabriel Cardoso Cândido ressalta que promessas devem vir acompanhadas de plano de execução, definição de competências e fontes de recursos.

Dados oficiais salvadorenhos mostram ainda que o número de domicílios em pobreza extrema quase dobrou entre 2019 e 2022, indicando impacto social paralelo à queda na criminalidade.

Metodologia das pesquisas

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre 10 e 13 de agosto de 2026, margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE sob o número BR-06773/2026. O levantamento Real Time Big Data entrevistou 2 mil eleitores por telefone entre 2 e 4 de maio, com a mesma margem de erro e protocolo BR-03627/2026.

Com informações de Gazeta do Povo

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *