','

'); } ?>

Câmara analisa registros de 89 servidores para apurar vazamento sobre viagem a Lisboa

Publicidade

A Câmara dos Deputados vasculhou os registros de uso dos computadores de 89 servidores em uma Investigação Preliminar Sumária (IPS) conduzida pela Comissão Permanente de Disciplina (Copedi). O procedimento, iniciado em 21 de maio, busca identificar quem enviou à imprensa informações sobre diárias de uma viagem do diretor-geral da Casa, Guilherme Brandão, a Lisboa — deslocamento que acabou cancelado.

Servidores atingidos

Entre os monitorados estão seis assessores do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); o secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Júnior; uma assessora sênior da liderança do PT; a chefe de gabinete do 2º secretário da Mesa, deputado Lula da Fonte (PP-PE); e um servidor da Liderança da Minoria.

Publicidade

Em 29 de maio, oito policiais legislativos recolheram um computador da Liderança do Cidadania, suspeitando que o equipamento pudesse ter sido usado no vazamento.

Volume de dados

Os registros compilados formam um arquivo PDF de 814 páginas, contendo datas, horários, processos acessados e ações realizadas no sistema interno da Câmara. Para quatro servidores — entre eles Lucas Ribeiro e a secretária-geral-adjunta, Christiane Satiê Moritsugu Bisinoto —, todas as atividades desde 1º de janeiro foram examinadas.

Alvo de processo disciplinar

A análise levou à abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra um servidor que consultou repetidamente processos de concessão de horas extras a Guilherme Brandão. Em março, o diretor-geral recebeu R$ 22,9 mil em serviço extraordinário; em 2023, acumulou R$ 157,8 mil. Outros dirigentes também tiveram valores elevados no ano passado, como o diretor-administrativo Mauro Limeira Mena Barreto (R$ 157,8 mil) e o diretor de Tecnologia da Informação Sebastião Neiva Filho (R$ 134 mil).

Posicionamento oficial

Em nota, a Câmara declarou que investigar possíveis irregularidades é “dever legal” e que os metadados de computadores são registros de segurança passíveis de auditoria, sem representar quebra de sigilo funcional. A Casa afirmou ainda que a menção a servidores nos relatórios não implica investigação específica contra eles. Sobre as horas extras, sustentou que a jornada dos citados costuma exceder 40 horas semanais e que a frequência é registrada por sistema biométrico. Um procedimento disciplinar instaurado anteriormente para apurar o pagamento de horas extras foi arquivado por falta de indícios de ilegalidade.

Com informações de Metrópoles

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *