A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, manter as prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, respectivamente pai e primo do empresário Daniel Vorcaro.
O colegiado analisou recurso contra decisão do ministro André Mendonça, que decretara a custódia preventiva de ambos em maio, na sexta fase da Operação Compliance Zero. Apenas o decano Gilmar Mendes divergiu: ele propôs substituir a prisão de Felipe por proibição de contato com os demais investigados e converter a de Henrique em prisão domiciliar com medidas cautelares. Os demais ministros mantiveram integralmente o entendimento original.
Investigações
De acordo com a Polícia Federal, durante a operação que prendeu Henrique Vorcaro foi apreendido um documento impresso a partir da plataforma interna e sigilosa Sinapse — banco de dados de inteligência de acesso restrito. O arquivo trazia consulta detalhada aos dados pessoais de Augusto Conte, ex-sócio de Daniel Vorcaro, o que, para os investigadores, indica acesso indevido ao sistema.
A PF sustenta que Henrique comandava um grupo responsável por coagir e ameaçar desafetos de um banqueiro, atuando em conjunto com o filho e desempenhando papel próprio na estrutura financeira da organização.
Defesa contesta
O advogado Eugenio Pacelli, representante de Henrique Vorcaro, classificou a manutenção da prisão como “desnecessária, extrema e desproporcional”. Ele também alegou falta de acesso completo aos autos, o que, segundo a defesa, cercearia o direito de contraditório.
Com o julgamento concluído, permanecem em vigor as ordens de prisão preventiva determinadas no mês passado.
Com informações de Gazeta do Povo

