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PT divulga diretrizes do novo plano de governo de Lula para a reeleição

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O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou na noite de sexta-feira, 7 de agosto de 2026, o plano de governo que sustentará a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, estruturado em 13 eixos, destaca a rejeição ao “servilismo” a grandes potências, a manutenção do arcabouço fiscal aprovado em 2023 e medidas para fortalecer a soberania nacional.

Política externa e soberania

Diante do novo pacote tarifário de até 37,5% imposto pelos Estados Unidos, o PT afirma que o Brasil não aceitará “alinhamentos automáticos” nem perderá autonomia geopolítica. A sigla defende uma diplomacia universalista baseada no multilateralismo e na reciprocidade, com prioridade para:

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  • Integração sul-americana, descrita como “primeiro círculo de projeção estratégica”;
  • Aproximação com os países do Brics e demais nações do Sul Global;
  • Expansão de parcerias econômicas com África e Sudeste Asiático.

Economia, indústria e transição verde

O texto propõe uma estratégia de “neoindustrialização” ancorada na transição ecológica, a fim de reduzir a vulnerabilidade a choques externos e gerar empregos de alto valor agregado. O plano reafirma o compromisso de manter o novo arcabouço fiscal para criar condições de queda sustentada dos juros e projetar o déficit primário perto de 0,4% do PIB em 2026.

Soberania digital e tecnologia

Entre as metas, está garantir que infraestruturas críticas de internet e projetos de inteligência artificial sejam operados por instituições brasileiras, submetendo dados sensíveis à legislação nacional e diminuindo a dependência de tecnologia estrangeira.

Defesa nacional

Para respaldar a postura independente, o PT propõe reforçar a Base Industrial e Tecnológica de Defesa, equipar as Forças Armadas e incentivar inovações com impacto econômico. O documento sustenta que não há projeção internacional soberana sem capacidade de dissuasão.

Na quarta-feira, 4 de agosto, o ministro da Defesa, José Múcio, comentou em tom de brincadeira que “abriria o portão” caso os Estados Unidos resolvessem invadir o Brasil, citando a falta de equipamentos adequados.

Segurança pública

O plano confirma a intenção de recriar o Ministério da Segurança Pública, condicionado à aprovação da PEC sobre o tema. Entre as ações previstas estão:

  • Manutenção da política de controle rigoroso de armas e munições;
  • Fiscalização ampliada da Polícia Federal e do Exército sobre CACs e empresas de segurança;
  • Fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) e presença militar nas fronteiras para coibir desmatamento e garimpo ilegal;
  • Implantação do Plano Pena Justa, com isolamento de líderes de facções em presídios federais;
  • Combate a fraudes bancárias, crimes de ódio e exploração sexual de vulneráveis no ambiente digital;
  • Expansão do programa Celular Seguro, além do uso de câmeras corporais com padrão nacional.

O documento conclui que a valorização de profissionais de segurança e o policiamento de proximidade são essenciais para recuperar a confiança da população nas instituições.

Com informações de Gazeta do Povo

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