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Senado aprova projeto de Milei sobre propriedade privada após protestos em Buenos Aires

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Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Buenos Aires na quinta-feira, 6 de agosto, para protestar contra o Projeto de Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada, uma das prioridades do governo de Javier Milei. O ato terminou em confronto com a polícia, que utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e caminhões-pipa para dispersar a multidão. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e dez foram presas, segundo a imprensa local.

Apesar da mobilização, o Senado aprovou o texto horas depois, por 37 votos a 33, e encaminhou a matéria para a Câmara dos Deputados. A proposta integra a agenda econômica do presidente e, de acordo com o Executivo, busca fortalecer a segurança jurídica e atrair investimentos privados ao país.

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Capítulos polêmicos retirados

Antes da votação, o governo suprimiu dois trechos que concentravam a maior resistência:

  • Limite para terras de estrangeiros – o projeto previa eliminar ou ampliar de 15% para 25% a porcentagem de propriedades rurais que podem ficar em mãos de estrangeiros em cada província e município. A ideia foi abandonada diante da oposição de governadores e parlamentares.
  • Lei de Manejo do Fogo – a alteração permitiria mudar o uso e comercializar áreas rurais atingidas por incêndios, reduzindo restrições hoje vigentes por décadas. Esse ponto também foi retirado.

O que permanece no texto

Mesmo sem os capítulos mais contestados, o projeto aprovado traz mudanças significativas:

  • Desapropriações – o conceito de utilidade pública torna-se mais restrito, e o direito de indenização dos proprietários passa a incluir compensações por lucros cessantes.
  • Despejos – processos de reintegração de posse em casos de ocupação irregular ganham rito sumário, mais rápido do que o procedimento atual.

Reações

Sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda afirmam que, mesmo com os recuos, o texto favorece grandes proprietários e limita a atuação do Estado. Durante os protestos, o principal slogan era “A pátria não está à venda”.

Próximos passos

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser analisada e votada pela Câmara dos Deputados e, em seguida, receber a sanção presidencial.

Com informações de Exame

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