O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), deu início nesta quinta-feira, 9, em Palmas, à etapa de campo da rastreabilidade bovina. A primeira ação prática ocorreu na Fazenda Brasil Novo, uma das propriedades escolhidas para testar a identificação individual de animais.
O trabalho em campo serve para validar o modelo de rastreio, permitindo ajustes operacionais antes da expansão para todo o Estado. A medida dá continuidade ao processo iniciado em 1º de abril, quando a Fazenda Bacaba, em Miranorte, sediou o primeiro curso técnico sobre o tema, reunindo cerca de 60 servidores da Adapec.
Projetos-piloto
As visitas técnicas concentram-se em propriedades com até 200 cabeças, perfil predominante entre pequenos e médios pecuaristas. A meta é selecionar aproximadamente 12 fazendas por regional, começando pelas regiões de Palmas, Araguaína e Gurupi.
Nessa fase, será testado o sistema de identificação individual, que substitui o controle por lote e registra todo o histórico do animal, do nascimento ao abate. “Esse acompanhamento permite agir com mais precisão em eventuais necessidades sanitárias e reforça a confiança na produção”, explicou o diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade Animal da Adapec, Márcio Rezende.
Para o produtor Célio Mascarenhas Alencar, da Fazenda Brasil Novo, a iniciativa representa avanço para a pecuária local. “É uma oportunidade de aprimorar o controle interno e valorizar o rebanho. Quando se comprova a origem e o histórico do animal, o produto ganha reconhecimento no mercado”, afirmou.
Alinhamento nacional
O projeto estadual segue as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Pnib), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), previsto para começar em 2025 e alcançar todo o rebanho brasileiro até 2032. A implantação será gradual, com estruturação da base de dados em 2025 e início da marcação individual a partir de 2026.
No Tocantins, a estratégia é antecipar etapas, abrangendo machos e fêmeas já nos projetos-piloto e acelerando a cobertura do rebanho. O Estado abate mais de 1,4 milhão de bovinos por ano, produzindo cerca de 380 mil toneladas de carne, das quais um terço segue para exportação. Mercados externos exigem rastreabilidade e rigor sanitário, o que torna o sistema peça-chave para ampliar a competitividade da carne tocantinense.
Com informações de Folha do Tocantins

