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Quase metade dos brasileiros liga fake news à política, aponta Aláfia Lab

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Uma sondagem nacional do Aláfia Lab indica que a desinformação circula sobretudo em temas políticos no Brasil. Entre os 1.512 entrevistados, 43% disseram encontrar mais notícias falsas sobre política e eleições do que sobre qualquer outro assunto. O estudo foi realizado entre 24 e 28 de maio, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Outros temas afetados

Depois da política, os temas mais citados como alvo de fake news foram saúde, economia e celebridades.

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Diferentes percepções ideológicas

• Entre eleitores de direita, 55% afirmam se deparar com desinformação política; entre os de esquerda, o índice é de 48%.

• Ferramentas de checagem são usadas por 24% dos entrevistados de esquerda e por 13% dos de direita.

• Para 69% dos eleitores de esquerda, as fake news geram alto dano ao desacreditar instituições públicas; entre os de direita, a taxa cai para 46%.

Capacidade de identificar notícias falsas

Ao todo, 58% afirmam reconhecer fake news “com alguma dúvida” e 29% dizem fazê-lo “com facilidade”. Outros 13% não se sentem capazes de identificar conteúdo enganoso.

Homens, jovens e pessoas com ensino superior relatam maior habilidade. No recorte ideológico, 39% dos eleitores de esquerda declaram facilidade para identificar desinformação, contra 30% dos de direita.

Reação ao conteúdo suspeito

Quando encontram uma informação duvidosa, 47% dos participantes simplesmente ignoram o material. Outros 32% checam a veracidade e apenas 10% optam por denunciar às plataformas.

Influência da idade e escolaridade

A percepção de fake news políticas cresce conforme a idade e o nível de instrução: 47% das pessoas com 45 anos ou mais relatam receber esse tipo de conteúdo, ante 35% entre jovens de 18 a 29 anos. Entre quem possui ensino superior, a proporção sobe para 50%; já entre quem tem ensino fundamental, fica em 34%.

Uso de inteligência artificial

O ChatGPT é a ferramenta mais popular: 42% já utilizaram o chatbot. O Gemini aparece em segundo lugar, com 25%.

No recorte político, 53% dos entrevistados de direita dizem usar o ChatGPT, frente a 39% dos de esquerda. Por outro lado, o uso diário de recursos de IA é maior entre eleitores de esquerda (39%) do que de direita (26%).

As finalidades também variam: pessoas alinhadas à direita recorrem mais à IA para criar imagens, vídeos e estudar, enquanto eleitores de esquerda utilizam as ferramentas principalmente para verificar notícias suspeitas.

A coordenadora da pesquisa, Vivian Peron, avalia que a desinformação se consolidou como arma de disputa política no País e que grupos historicamente vulneráveis podem ficar mais expostos ao ambiente de notícias falsas.

Com informações de G1

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