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TCU aprova contas de 2025 do governo Lula com ressalvas e alerta para situação dos Correios

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O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, com ressalvas, as contas do governo federal relativas ao exercício de 2025. A decisão foi tomada na sessão de quarta-feira, 10 de junho de 2026, e apresentada nesta quinta-feira (11). O relatório do ministro Benjamin Zymler apontou preocupações sobre o aumento da dívida pública, a saúde financeira de estatais federais e falhas na análise de garantias concedidas à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Necessidade de crédito e risco fiscal

Segundo o parecer, o Orçamento de 2026 deverá prever R$ 313,5 bilhões em novas operações de crédito para cobrir despesas correntes, montante que pode chegar a R$ 517,8 bilhões em 2029. Zymler ressaltou que os resultados primários obtidos até agora “não garantem a estabilização da dívida” nos níveis estimados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

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O TCU identificou ainda pressão sobre o arcabouço fiscal, uso de receitas e despesas fora do fluxo orçamentário tradicional, distorções no Balanço Geral da União e riscos ligados à “Regra de Ouro” das finanças públicas.

Ressalvas sobre estatais e recursos públicos

Entre as principais ressalvas estão:

  • Aplicação de recursos em estatais não dependentes: falhas no acompanhamento de valores que ficaram parados ou foram direcionados a aplicações financeiras.
  • Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA): receitas classificadas como públicas não ingressaram na Conta Única do Tesouro nem foram incluídas no Orçamento da União.
  • Inclusão de novos projetos na Lei Orçamentária de 2025: obras apresentadas por ministérios e pela Codevasf sem previsão suficiente de recursos para manutenção de empreendimentos em andamento.

O tribunal também emitiu alertas sobre o crescimento de despesas obrigatórias, gastos mínimos constitucionais e volume de emendas parlamentares, fatores que reduzem o espaço para investimentos e políticas sem proteção legal específica.

Correios concentram maior preocupação

A crise financeira dos Correios foi classificada como o ponto mais crítico entre as estatais avaliadas. A empresa registrou déficit recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025, e o governo aprovou um aporte mínimo de R$ 6 bilhões até 2027 para tentar estabilizar as contas.

O TCU apontou ausência de verificação independente das premissas do plano de reestruturação da estatal, como projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa. Para Zymler, não ficou comprovada a viabilidade econômico-financeira do plano nem a capacidade de pagamento futura da empresa.

Além dos Correios, o relatório cita deterioração financeira em Eletronuclear, ENBPar, Companhias Docas, Casa da Moeda, Emgea e Infraero, destacando que parte dessas empresas já representa risco fiscal imediato para a União.

Com informações de Gazeta do Povo

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