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Preços do café arábica avançam em julho com estoques reduzidos e temor climático

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O mercado internacional de café encerrou julho em forte alta. O contrato setembro/26 do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acumulou valorização de cerca de 9%, fechando o mês a 323,05 centavos de dólar por libra-peso, ante 296,45 centavos no fim de junho. Em Londres, o robusta para setembro subiu aproximadamente 3,3% no mesmo período.

Volatilidade financeira sustenta cotações

Segundo o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, a combinação de baixa nos estoques certificados em Nova York, oscilações do dólar e do petróleo e a aproximação do vencimento das opções do contrato setembro/26 elevou o prêmio de risco e reforçou o movimento de compra nos futuros.

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Estoques certificados continuam em níveis mínimos

A oferta registrada nas bolsas permanece limitada, aumentando a sensibilidade dos operadores a qualquer notícia que possa comprometer o abastecimento, seja na origem ou na logística. A ausência de recomposição desses estoques segue como principal gatilho de alta.

Clima eleva preocupação com próximas safras

O fenômeno El Niño e chuvas fora de época no Brasil atrasaram a colheita da safra 2026, prejudicando etapas de secagem e beneficiamento e gerando dúvidas sobre a qualidade dos grãos. Previsões meteorológicas também despertam atenção para Colômbia, Vietnã e Indonésia, países-chave na produção global de arábica e robusta.

Reflexos no mercado brasileiro

No mercado físico nacional, os preços acompanharam a tendência internacional, ainda que de forma mais contida. No Sul de Minas, principal polo de arábica, a saca de bebida boa da safra nova avançou de R$ 1.600,00 para R$ 1.780,00, alta de 11,2% no mês. Já o conilon tipo 7 em Vitória (ES) subiu de R$ 1.060,00 para R$ 1.080,00 por saca, aumento de 1,9%.

Exportadores brasileiros têm utilizado o contrato dezembro/26 como referência. Diferenciais para o arábica Brasil Good Cup Mtgb foram indicados em cerca de –32 centavos de dólar por libra-peso para embarques rápidos contra setembro/26 e próximos de –25 centavos para embarques entre setembro e dezembro contra dezembro/26. A taxa de câmbio, ainda inferior aos níveis de 2025, limitou parte da correção interna.

Perspectivas

Para as próximas semanas, a evolução da colheita no Brasil, possíveis ajustes climáticos e o comportamento dos fundos nas bolsas devem manter a volatilidade elevada. Caso a oferta física melhore, correções não estão descartadas, mas estoques enxutos e riscos meteorológicos continuam sustentando o viés de alta.

Com informações de Portal do Agronegócio

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