São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu e a Interpol incluiu o empresário Lourival de França Monário, diretor-presidente da empresa de ônibus Transunião, na Difusão Vermelha, lista que alerta polícias de 195 países sobre foragidos procurados para localização e extradição.
Monário é considerado foragido desde a Operação Última Parada, deflagrada no fim de junho pelo MPSP e pela Polícia Civil paulista. A investigação aponta que a Transunião teria servido para ocultar recursos do tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de um núcleo paralelo que controlava as finanças da companhia.
Capital de R$ 100 mil salta para R$ 50 milhões
Relatórios do Ministério Público indicam que o capital social da Transunião passou de pouco mais de R$ 100 mil para R$ 50 milhões entre 2015 e 2019, sem comprovação da origem dos aportes. Segundo o promotor Danilo Pugliesi, valores ilícitos foram injetados na empresa para que ela atendesse às exigências de licitações do transporte público paulistano.
Os investigadores também citam o vereador de São Paulo Senival Moura (PT) entre os suspeitos ligados às negociações financeiras. O circuito de lavagem de dinheiro teria conexão com esquemas revelados nas operações Carbono Oculto e Mafiusi, esta última conduzida em parceria com a Polícia Federal e focada na relação entre o PCC e a máfia italiana Ndrangheta.
Parceria com operador do PCC
O inquérito aponta ainda que Monário mantinha negócios com Everton de Souza, o Player, considerado pela Polícia Civil operador financeiro da facção. Player é investigado no mesmo esquema que levou à prisão da advogada Deolane Bezerra e teve como alvo o líder do PCC, Marcola.
Sem retorno da empresa
A reportagem solicitou posicionamento da Transunião sobre as acusações, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para manifestação.
Com informações de Metrópoles

