As compras de soja dos Estados Unidos pela China somaram 200.477 toneladas em agosto de 2026, volume 12% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas chinesa.
No sentido oposto, os embarques brasileiros cresceram 1% na comparação anual, alcançando 10,61 milhões de toneladas e reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor da oleaginosa ao mercado chinês.
Saldo mensal das importações
Somando todos os países fornecedores, a China importou 12,14 milhões de toneladas de soja em agosto. O total representa recuo de 1,1% frente às 12,28 milhões de toneladas compradas em agosto de 2025, mas aponta avanço de 5,7% em relação a julho de 2026.
Desempenho acumulado de janeiro a agosto
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as aquisições chinesas de soja brasileira atingiram 55,14 milhões de toneladas, aumento de 5% em comparação com igual período de 2025. Já as compras originadas nos Estados Unidos caíram 34%, para 10,66 milhões de toneladas.
Motivos para a queda dos embarques norte-americanos
A redução dos volumes enviados pelos EUA em agosto está ligada à antecipação de parte dos contratos firmados após a cúpula de Busan, realizada no fim de 2025. Na ocasião, empresas chinesas negociaram cerca de 12 milhões de toneladas do grão norte-americano, remessas que chegaram à China nos meses seguintes, esvaziando as entregas de agosto.
O governo chinês já teria contratado mais da metade da meta de 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos para 2026. Parte dessas cargas deve começar a desembarcar a partir de setembro, o que pode alterar a participação norte-americana nos próximos balanços mensais.
Tensões entre Pequim e Washington seguem no radar
As relações comerciais sino-americanas continuam influenciando o mercado global de soja. Em 2025, disputas tarifárias levaram importadores chineses a adiar compras da safra dos EUA até uma reunião de alto nível em outubro. Desde então, os volumes adquiridos permanecem inferiores aos patamares anteriores ao conflito comercial.
Enquanto isso, o Brasil mantém ampla vantagem no fornecimento à China, sustentada pela oferta elevada, preços competitivos e calendário de safra favorável.
Com informações de Portal do Agronegócio

