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Preço do arroz atinge R$ 79,35 e mercado avalia fôlego para novas altas

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O mercado brasileiro de arroz entrou em fase de acomodação após seguidas valorizações que levaram a saca de 50 quilos a beirar os R$ 80. Analistas apontam que o consumo tem sido decisivo para limitar novos avanços de preço.

Oferta ajustada e demanda cautelosa

Segundo Evandro Oliveira, consultor da Safras & Mercado, a capacidade dos produtores de reter estoques ainda sustenta as cotações, mas o comportamento do consumidor passou a ditar o ritmo das negociações. “Sem reação do varejo, fica difícil manter a trajetória de alta”, afirmou.

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Indústrias reduzem ritmo de compra

Com o abastecimento recomposto, beneficiadoras diminuíram a agressividade nos negócios. A procura menor se reflete em estabilidade de preços há cerca de dez dias, especialmente no Litoral Sul do Rio Grande do Sul, onde algumas ofertas mais altas já foram testadas.

Varejo resiste a repasses

Redes de supermercados demonstram resistência aos reajustes, adotando descontos e bonificações para estimular as vendas. Caso o consumidor não absorva integralmente a alta, o produto pode se acumular nos canais de distribuição, pressionando as cotações.

Produtor segura estoques

Na ponta da oferta, agricultores mantêm parte da colheita armazenada, aguardando preços mais atraentes. A estratégia restringe o volume disponível para pronta-entrega, mas não indica falta de produto no país.

Indicador Safras & Mercado

O Indicador Safras para arroz em casca no Rio Grande do Sul – com rendimento entre 58% e 62% de grãos inteiros e pagamento à vista – fechou a quinta-feira, 27 de agosto, a R$ 79,35 por saca, alta de 1,98% em sete dias. No acumulado de agosto, a valorização chega a 16,15%, enquanto, frente a 2025, soma 15,26%.

Nas próximas semanas, o desempenho das cotações dependerá do ritmo de compra das indústrias, da estratégia de venda dos produtores e da capacidade do varejo de repassar reajustes ao consumidor final.

Com informações de Portal do Agronegócio

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