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PP dá 15 dias para Guilherme Derrite comprovar força eleitoral ao Senado

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O diretório paulista do Progressistas (PP) fixou um prazo de duas semanas para que o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) demonstre viabilidade na corrida ao Senado. Caso não convença a cúpula, o parlamentar deverá buscar a reeleição à Câmara.

A cobrança surge cerca de um mês e meio após o lançamento da pré-candidatura, marcado por dois atos: em 15 de maio, no Royal Palm Plaza, em Campinas, com as presenças do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL-RJ); e, no dia 16, no Ipanema Clube, em Sorocaba, reduto eleitoral de Derrite, desta vez sem Tarcísio, afastado por gripe.

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Dirigentes do PP acompanharão o desempenho do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo pelas próximas duas semanas e avaliarão o efeito da propaganda eleitoral obrigatória de rádio e TV, que começa em 16 de agosto. O registro de candidaturas se encerra em 20 de agosto.

Disputa interna e pressões externas

Levantamentos internos do partido ainda mostram Derrite à frente, mas concorrentes do mesmo campo político reduziram a distância. Entre eles, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), apontado por aliados de Tarcísio como capaz de avançar sobre o eleitorado do deputado por contar com mais tempo de TV e apoio de Eduardo e Flávio Bolsonaro.

Além disso, dirigentes do PP consideram provável que uma das duas vagas ao Senado por São Paulo fique com Marina Silva (Rede) ou Simone Tebet (PSB), o que estreita o espaço para Derrite.

Risco de ficar sem mandato

No cálculo partidário, permanecer na disputa à Câmara renderia entre 600 mil e 800 mil votos a Derrite, potencial suficiente para garantir até três cadeiras extras ao PP pelo quociente eleitoral. A eventual insistência na corrida ao Senado, por outro lado, carrega o temor de deixá-lo sem mandato.

O projeto ao Senado tem o aval do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), mas não é consenso entre as lideranças paulistas. A possibilidade de substituição ficou menos complexa depois que o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, filiado ao PP para disputar a Câmara, desistiu da candidatura.

Resposta do pré-candidato

Em nota, a assessoria de Guilherme Derrite descartou recuo: “Não há a menor possibilidade de o deputado desistir de concorrer ao Senado. A pré-candidatura foi lançada com o apoio do Progressistas e das principais lideranças da direita, e ele aparece em primeiro lugar em várias pesquisas”.

Com informações de Metrópoles

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