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PF apura suposto favorecimento do senador Jaques Wagner ao Banco Master

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A Polícia Federal (PF) identificou indícios de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e dirigentes do Banco Master. O relatório, tornado público em setembro de 2026 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, descreve uma possível troca de favores entre o parlamentar e a instituição financeira.

Quais benefícios teriam sido oferecidos

Os investigadores apontam que Wagner e familiares teriam recebido:

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  • articulação para aquisição de um apartamento de luxo em Salvador por R$ 2,45 milhões, ocultado em fundos de investimento;
  • uso recorrente de jatos particulares ligados aos donos do banco sem pagamento;
  • transferências de R$ 3,5 milhões para empresa do enteado e da nora;
  • cortesias avaliadas em R$ 67 mil em ingressos de camarote para o show de Taylor Swift, em São Paulo, em 2023.

Atuação legislativa sob suspeita

Segundo a PF, o senador teria empregado sua influência para apoiar propostas favoráveis ao Banco Master. Entre elas:

  • a Lei nº 14.431/2022, que ampliou a margem do crédito consignado;
  • tentativa de elevar a garantia do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por meio de emenda à PEC 65/2023.

Posicionamento da defesa

Por nota, Jaques Wagner afirma não manter qualquer relação com o Banco Master e garante que sempre votou contra as pautas do setor. A equipe jurídica entregou ao STF 11 teses que contestam as conclusões dos delegados e sustentam a inexistência de provas contra o senador.

Pedidos de diligência

Para aprofundar as investigações, cinco delegados solicitaram ao STF:

  • buscas e apreensões em dezenas de endereços;
  • quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos envolvidos;
  • acesso a celulares e computadores;
  • apreensão de valores em espécie acima de R$ 20 mil, além de obras de arte, joias, veículos e aeronaves sem comprovação de origem lícita.

O processo segue em análise no Supremo, que decidirá sobre os pedidos da PF e eventuais novas etapas da investigação.

Com informações de Gazeta do Povo

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