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Operação que mira Jaques Wagner força Planalto e PT a recalcular estratégia no caso Master

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A ofensiva da Polícia Federal que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, provocou um revés político no Palácio do Planalto ao comprometer o discurso do PT de que o caso Master estaria restrito a adversários de direita e ao Centrão.

Desde as primeiras horas de 19 de junho, auxiliares do governo defenderam que Wagner esclarecesse os pagamentos investigados e colocasse o cargo à disposição, numa tentativa de impedir que a crise respingasse no Executivo e no partido. Segundo interlocutores do Planalto, o afastamento deveria ter ocorrido ainda em 2025 para conter o avanço do escândalo.

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A surpresa veio quando o senador declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido que ele permanecesse no posto por se considerar alvo de perseguição. Integrantes do governo avaliam que a declaração atrela diretamente Lula à decisão e dificulta a estratégia de desvincular o Planalto da investigação.

Diante do novo cenário, a tendência no PT é se distanciar do episódio e atribuir a responsabilidade exclusivamente a Jaques Wagner, na tentativa de proteger a agenda do governo.

No campo investigativo, tanto a Polícia Federal quanto o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça indicam que os trabalhos prosseguirão. Telefones celulares apreendidos, depoimentos e documentos já reunidos são tidos como peças-chave para elucidar o caso.

Em conversas reservadas, investigadores e integrantes do Judiciário classificam a apuração como suprapartidária, com potencial de alcançar figuras de diferentes correntes políticas, da esquerda à direita.

Com informações de g1

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