Pais de cerca de 100 alunos do ensino fundamental II de um colégio particular de Taguatinga, no Distrito Federal, registraram boletins de ocorrência contra o coreógrafo Bryan Gadelha Vieira da Cunha, acusado de não entregar as roupas encomendadas para a Festa das Tradições. Cada família pagou R$ 170 pela confecção dos figurinos, totalizando prejuízo estimado em R$ 17 mil.
A entrega das peças estava marcada para 25 de junho, foi remarcada para 27 de junho e, no dia combinado, o profissional alterou o horário de 13h para 16h. Minutos antes do novo prazo, avisou que os trajes não seriam repassados porque estariam “mal confeccionados”.
Costureira recebeu apenas parte do valor
Uma mãe conseguiu contato com a responsável pela produção. A costureira disse ter recebido R$ 4 mil dos R$ 15 mil acertados e relatou que Bryan apresentou modelo diferente do que fora combinado com os pais. Segundo ela, foram encomendadas 38 peças masculinas e 54 femininas, mas o tecido entregue era de baixa qualidade e insuficiente, exigindo compras adicionais. Sem receber o restante do pagamento, a profissional reteve as roupas prontas.
Posicionamento da escola
Em nota, o Colégio Objetivo informou que, no fim de abril, comunicou não haver necessidade de contratar coreógrafo, pois professores de educação física estavam à disposição. A instituição afirmou não ter indicado, intermediado ou arrecadado valores, tampouco participado da escolha dos modelos. Pais contestam a versão, alegando que os ensaios ocorreram dentro da escola, durante o horário de aula, o que teria conferido credibilidade ao serviço.
Defesa do coreógrafo
Procurado, Bryan declarou estar “disposto a solucionar” o problema, alegou ter sido contratado informalmente pela própria escola e disse que pretende comparecer espontaneamente à delegacia para colaborar com a investigação.
Investigação por estelionato
Pelo menos dois boletins de ocorrência por estelionato foram registrados na 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga. Em um deles, a vítima relata que o coreógrafo prometeu restituir os valores, mas condicionou o reembolso a um “levantamento” dos custos. Em outro registro, pais afirmam que, após inicialmente garantir devolução integral, Bryan mudou de postura e orientou que procurassem a Justiça.
As famílias buscam ressarcimento dos valores pagos, enquanto a Polícia Civil do Distrito Federal apura o caso.
Com informações de Metrópoles

