A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o fim do surto de hantavírus registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que deixou 13 pessoas infectadas e provocou três mortes. A confirmação foi feita em coletiva realizada em Genebra, depois de o último passageiro sob monitoramento concluir o período de isolamento e testar negativo para a infecção.
Casos e óbitos
O episódio começou em 1º de abril, quando o MV Hondius partiu do sul da Argentina. Passageiros e tripulantes adoeceram após contato com uma variante do hantavírus conhecida como vírus Andes, capaz de transmissão entre pessoas em situações raras. No total, as autoridades contabilizaram 13 casos confirmados e três óbitos.
Rastreamento internacional
Antes da notificação oficial, dezenas de viajantes desembarcaram em diferentes locais, exigindo uma operação internacional de rastreamento. Segundo a OMS, mais de 650 contatos foram identificados e acompanhados em 33 países e territórios. Parte dessas pessoas cumpriu quarentena de até 42 dias, período máximo de incubação estimado para a doença, enquanto outras permaneceram em isolamento domiciliar ou em unidades de saúde.
Baixo risco de disseminação
Especialistas consultados pela agência de saúde avaliaram desde o início que a probabilidade de propagação ampla era limitada, uma vez que o vírus Andes não se espalha facilmente entre humanos. Com a ausência de novos registros desde o fim de maio, a OMS concluiu que não há mais risco de expansão do surto.
O órgão destacou ainda a cooperação de governos e instituições médicas na adoção de medidas de contenção, incluindo procedimentos de isolamento em ilhas onde ocorreram desembarques intermediários antes da repatriação dos passageiros.
Com informações de Olhar Digital

