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Oferta limitada e paridade de exportação mantêm preço do arroz firme no Rio Grande do Sul

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O mercado brasileiro de arroz encerrou a semana de 25 de setembro de 2026 com cotações mais firmes, sobretudo no Rio Grande do Sul, em meio a oferta comercial restrita e a melhora da paridade de exportação. De acordo com o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, muitos produtores mantêm parte da safra estocada, reduzindo o volume disponível para negociação e sustentando os preços, ainda que não haja falta física do grão.

Valorização regional

Na Fronteira Oeste gaúcha, as referências permaneceram próximas de R$ 81 a R$ 82 por saca de 50 quilos. Em Pelotas, no Litoral Sul, e em algumas operações portuárias, lotes pontuais alcançaram R$ 88 a R$ 90 por saca. A diferença nas cotações resulta de fatores como qualidade, rendimento industrial, idade do produto, localização, frete e condições de entrega.

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Indústria compra apenas para reposição

Após recompor parte dos estoques, a indústria voltou a adquirir o cereal apenas para atender necessidades de curto prazo, alongando os intervalos entre as compras. Segundo Oliveira, a resistência do varejo em repassar preços ao consumidor e o risco de acumular mercadoria nas gôndolas limitam novos reajustes. Dessa forma, a retenção na origem sustenta o mercado, mas a valorização ainda não é uniforme entre as diferentes praças.

Comércio exterior ganha peso

No recorte de setembro, a balança comercial do arroz passou de um déficit parcial de 26,43 mil toneladas para um superávit aproximado de 6,4 mil toneladas em equivalente casca, com 123,7 mil toneladas exportadas e 117,3 mil toneladas importadas. As vendas externas oficiais de arroz em casca permaneceram residuais, predominando embarques de arroz beneficiado e de quebrados, enquanto produtos industrializados responderam por parcela expressiva das importações.

A programação portuária indicava 51 mil toneladas de arroz em casca a embarcar, além de cargas destinadas à Nicarágua e ao Senegal. O impacto sobre os preços na origem dependerá de quanto desse volume já está contratado: lotes ainda abertos podem elevar a disputa pelo grão, ao passo que negócios fechados tendem a ter efeito menor.

Cotações internacionais e câmbio

Na Bolsa de Chicago, o contrato novembro/2026 se aproximou de US$ 17 por quintal curto após superar US$ 16, enquanto o vencimento março/2027 superou esse mesmo patamar. Com o dólar por volta de R$ 5,20 no período analisado, a conversão bruta estimada pela Safras & Mercado ficou em torno de R$ 95 por saca para novembro e R$ 99 para março — valores de paridade, não preços líquidos garantidos ao produtor.

Plantio da safra 2026/27 avança

A atenção do setor também se volta para a próxima safra. O levantamento semanal da Conab apontou que o plantio do arroz 2026/27 havia alcançado 9,9% da área prevista, superando os 3,8% registrados no mesmo período do ciclo anterior e a média histórica de 6,1%. Apesar do ritmo acelerado de semeadura, seguem as incertezas quanto ao volume final de produção e à oferta futura.

Por ora, o cenário combina oferta comercial enxuta, compras industriais contidas e maior relevância do comércio exterior, fatores que mantêm as cotações sustentadas no principal estado produtor do país.

Com informações de Portal do Agronegócio

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