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MPDFT investiga impactos de paralisações de policiais penais no DF

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu um inquérito civil público para apurar prejuízos coletivos e danos estruturais resultantes de paralisações realizadas por policiais penais em 2025 e 2026 no sistema prisional do Distrito Federal.

A investigação foi formalizada por portaria do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri), publicada em 10 de abril de 2026. O procedimento busca mensurar o alcance das interrupções de serviços considerados essenciais e identificar eventuais responsabilidades.

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Serviços afetados

De acordo com o MPDFT, as paralisações comprometeram visitas sociais, audiências judiciais, escoltas de presos e atendimentos dentro das unidades. Na semana passada, a falta de escolta motivou o adiamento de pelo menos quatro júris, entre eles o julgamento de Brendo Washington e Edicarlos Santos, acusados do homicídio do servidor do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) Caio Augusto de Souza, ocorrido em 2024.

Vários episódios em 2025

O Ministério Público indica que os protestos não ficaram restritos a um único momento: foram identificados ao menos três movimentos distintos em 2025, incluindo paralisações nos meses de março e outubro, além de outro episódio analisado separadamente.

Coleta de informações

A Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape) foi notificada a encaminhar, em até 15 dias, dados sobre as atividades interrompidas, a duração das restrições e as providências adotadas para reduzir impactos.

Possíveis desdobramentos

Concluída a apuração, o MPDFT poderá emitir recomendações, firmar termos de ajustamento de conduta ou propor ações civis públicas, caso sejam constatados danos à coletividade.

A reportagem procurou a Seape e o Sindicato dos Policiais Penais, que ainda não se manifestaram.

Com informações de Metrópoles

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