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Governo do Tocantins pede 60 dias ao BNDES para não perder R$ 56 milhões do Fundo Amazônia

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, solicitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a prorrogação por 60 dias do prazo para assinatura de contrato que prevê o repasse de R$ 56 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. O pedido busca evitar a perda do montante, cuja liberação depende da aprovação do Projeto de Lei nº 1/2026 pela Assembleia Legislativa do Tocantins (ALETO).

Tramitação parada na Assembleia

Enviado ao parlamento estadual em 10 de fevereiro de 2026, o projeto ainda aguarda análise nas comissões de Orçamento e Finanças, presidida pelo deputado Olyntho Neto, e de Defesa do Consumidor, sob comando do deputado Jorge Frederico. A Comissão de Constituição e Justiça já deu parecer favorável, mas as demais etapas não avançaram.

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A autorização legislativa é exigência da decisão nº 412/2025 do BNDES. Sem ela, o contrato não pode ser celebrado e o dinheiro não chega ao Estado.

Destino dos recursos

De acordo com Barbosa, o valor será distribuído da seguinte forma:

  • R$ 22 milhões para acelerar a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • R$ 10 milhões para modernizar o Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins);
  • R$ 7 milhões destinados a pequenos produtores por meio do Ruraltins;
  • R$ 4 milhões para reforçar o Batalhão de Polícia Militar Ambiental.

Impacto no setor produtivo

O presidente do Naturatins, Cledson da Rocha Lima, destaca que a verba é essencial para destravar o CAR, documento que garante acesso a crédito e regularização ambiental aos produtores. “A base criada por esse projeto une desenvolvimento e sustentabilidade”, afirmou.

Entre as ações que dependem do repasse estão assistência técnica via Ruraltins, pagamento por serviços ambientais e combate a incêndios florestais pelo Batalhão Ambiental.

Justificativa jurídica

Nota Técnica nº 01/2026 alerta que a formalização do contrato deve ocorrer dentro dos prazos fixados pelo BNDES, conforme o princípio da legalidade administrativa. A demora pode comprometer o cronograma das políticas públicas previstas.

Barbosa afirmou que, caso o projeto não seja pautado a tempo, a perda dos recursos representará “prejuízo ao Estado” e ao setor produtivo.

Com informações de Atitude Tocantins

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