Brasília, 16 de abril de 2026 – O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,6% em fevereiro frente a janeiro, já descontados os efeitos sazonais. É a quinta expansão mensal consecutiva, embora tenha desacelerado em relação ao ganho de 0,86% registrado no primeiro mês do ano.
Desempenho por setor
O Banco Central detalhou que, em fevereiro, a indústria foi o principal motor do resultado:
- Indústria: alta de 1,2%;
- Serviços: elevação de 0,3%;
- Agropecuária: crescimento de 0,2%.
Comparações anuais
Na comparação com fevereiro de 2025, o IBC-Br recuou 0,3% (dado sem ajuste). Ainda assim, acumula avanço de 0,4% no primeiro bimestre de 2026 e de 1,9% nos 12 meses encerrados em fevereiro.
Cenário de desaceleração
Analistas e o próprio Banco Central projetam perda de ritmo da atividade ao longo deste ano, influenciada pela taxa Selic, mantida em 14,75% ao ano depois de reduções recentes. Projeções do mercado apontam crescimento de 1,85% para o PIB em 2026, abaixo da expansão de 2,3% verificada em 2025.
Em ata divulgada após a reunião de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que o hiato do produto segue positivo, indicando que a economia opera acima do potencial sem, por ora, pressionar a inflação.
IBC-Br x PIB
Embora sirva como prévia, o IBC-Br não replica a metodologia do PIB calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC estima o desempenho de agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não capta a ótica da demanda, presente no cálculo oficial do PIB.
O IBC-Br é usado pelo Banco Central como um dos parâmetros na definição da taxa básica de juros.
Com informações de G1

