Partículas microscópicas de plástico já foram identificadas no sangue, no cérebro, nos pulmões, nos testículos e até na placenta humana. Estudos associam essas frações a inflamações, alterações hormonais, riscos cardiovasculares e problemas de fertilidade. Especialistas apontam que pequenas mudanças na rotina podem diminuir a exposição diária.
Principais vias de entrada
Os microplásticos estão presentes em produtos de consumo comuns, como sal, açúcar, arroz, peixes e água. A água engarrafada concentra centenas de milhares de partículas por litro, quantidade superior à encontrada em água filtrada da torneira. Embalagens plásticas também contribuem para o problema, sobretudo quando aquecidas, já que o calor intensifica a liberação dessas partículas.
Medidas para reduzir o contato
1. Troque recipientes plásticos por vidro ou aço inoxidável. A mudança diminui a ingestão de microplásticos e evita o contato com substâncias como o BPA, ligado à desregulação hormonal.
2. Não aqueça alimentos em embalagens plásticas. Mesmo recipientes “próprios para micro-ondas” podem liberar partículas. Transfira a comida para tigelas de vidro ou cerâmica antes de esquentar.
3. Prefira itens frescos e com menos embalagem. Alimentos ultraprocessados costumam permanecer mais tempo em contato com camadas plásticas.
4. Lave o arroz antes do cozimento. A prática pode reduzir em até 40% a contaminação pelo material presente no grão.
5. Evite copos e embalagens descartáveis para bebidas quentes. O calor acelera a migração de partículas do plástico para o líquido, como no café servido em copinhos descartáveis.
6. Filtre a água da torneira. Em muitas cidades brasileiras, a água tratada e filtrada apresenta menos microplásticos do que a versão engarrafada. Filtros de carvão ativado são suficientes para diminuir a carga de partículas.
A presença de microplásticos no corpo humano indica que o problema ultrapassou as praias e os oceanos. Mudanças simples, como optar por garrafas de vidro ou aquecer a comida em cerâmica, contribuem para reduzir a quantidade de material que o organismo precisa processar.
Com informações de Metrópoles

