A polícia de Berlim intensificou, neste domingo (26/7), a operação para localizar todos os envolvidos no atentado que matou uma pessoa e feriu outras 29 durante a Parada do Orgulho LGBTQ+ realizada na noite de sábado (25/7) na capital alemã.
De acordo com as autoridades, um homem dirigiu um veículo contra uma área cercada do evento, atropelando participantes. Depois de perder o controle do carro, ele desceu armado com um facão e agrediu quem estava por perto. O suspeito foi identificado como Abdul B., 21 anos, integrante de um grupo islâmico ativo na cidade.
A polícia informou que Abdul B. foi detido ainda no sábado, mas as equipes mantêm as buscas para esclarecer se há cúmplices. Um segundo homem foi preso na mesma noite e está sendo interrogado.
Histórico de radicalização
Segundo a imprensa alemã, em 2025 Abdul B. tentou embarcar para a Síria com o objetivo de se juntar ao Estado Islâmico, sendo interceptado no aeroporto. Na ocasião, ele permaneceu sob custódia até maio deste ano, quando um processo por suspeita de planejar ato terrorista foi arquivado.
Ações de segurança
Forças de segurança revistam estações de metrô, residências e locais frequentados pelo suspeito. Países vizinhos foram alertados sobre a possibilidade de fuga de eventuais comparsas.
Pronunciamento oficial
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que o episódio será apurado “com o máximo rigor” e ressaltou que a Alemanha “é uma nação aberta e amante da liberdade”. Em mensagem publicada nas redes sociais, Merz manifestou solidariedade às vítimas, desejou rápida recuperação aos feridos e agradeceu às equipes de resgate.
As investigações continuam sem prazo para conclusão.
Com informações de Metrópoles

