Brasília – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), afirmou nesta quarta-feira, 24 de junho, que substituiria o senador Jaques Wagner (PT-BA) na função de líder do governo no Senado caso ocupasse a Presidência da República.
A declaração foi feita uma semana após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na chamada operação Master, na qual Wagner é um dos investigados. Na ação, foram encontrados US$ 49 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado ao parlamentar, em Brasília.
“Essa é uma decisão que cabe ao presidente Lula, mas, se fosse comigo, eu optaria pela troca. Ainda assim, mantenho grande respeito pela liderança do senador”, declarou Marinho a jornalistas. Ele acrescentou ter levado ao presidente o relato do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segundo o qual Jaques Wagner não teria atuado em benefício do grupo Master no episódio apurado.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, cresce a expectativa de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jaques Wagner para avaliar a permanência ou não do senador na liderança governista. Interlocutores no governo indicam preferência pelo afastamento imediato.
Jaques Wagner sustenta que não praticou ilegalidades e afirma que a decisão final cabe a Lula. Segundo ele, não pretende deixar o posto por iniciativa própria. Na segunda-feira, 22 de junho, seus advogados apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência.
A nova etapa das investigações envolvendo o caso Master, que inclui o senador entre os alvos, já repercute na imprensa internacional.
Com informações de G1

