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Indicação de Jaques Wagner levou Wellington César ao comando da Justiça e da PF

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Brasília — O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, chegou ao cargo por articulação do PT da Bahia, em especial do senador Jaques Wagner (PT-BA). À frente da pasta, ele também comanda a Polícia Federal, que nesta quinta-feira (18/6) cumpriu mandados de busca e apreensão contra o próprio Wagner durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero.

Nascido em Salvador (BA), Wellington César formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ingressou no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) em 1991 e permaneceu na instituição até se aposentar, em 2023, aos 56 anos.

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Considerado de perfil garantista por colegas, ele foi nomeado para dois mandatos consecutivos como procurador-geral de Justiça da Bahia — em 2010 e 2012 — por Jaques Wagner, então governador. Na primeira escolha, figurava em último lugar da lista tríplice elaborada pelos promotores.

Em fevereiro de 2016, nos últimos meses do segundo governo Dilma Rousseff (PT), Wagner, à época ministro da Casa Civil, indicou Wellington César para o Ministério da Justiça. O novo titular tomou posse em 3 de março daquele ano, mas foi afastado por decisão da Justiça do Distrito Federal em ação popular; posteriormente, o Supremo Tribunal Federal também vetou sua permanência, e ele retornou ao MP-BA.

Com a posse do governo federal em janeiro de 2023, Wellington César assumiu o cargo de subsecretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, subordinado a Rui Costa, outro quadro do PT baiano.

Depois de nomeado novamente ministro da Justiça, Wellington registrou apenas um encontro oficial com Jaques Wagner, em 3 de fevereiro deste ano. A reunião contou ainda com parlamentares do PT e com a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI-PR), para tratar de assuntos governamentais.

Com informações de Metrópoles

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