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Haddad diz que Polícia Federal cumpre seu dever ao investigar senador Jaques Wagner

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São Paulo – O pré-candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 19 de junho, que a Polícia Federal “está no papel dela de investigar” o senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero.

Em sabatina à BandNews TV, o ex-ministro da Fazenda declarou que as apurações “devem avançar doa a quem doer” e ressaltou que qualquer investigado tem direito de prestar esclarecimentos. “Se a PF tem dúvida em relação a quem quer que seja, tem que investigar. O ministro do STF André Mendonça fez certo ao autorizar a operação”, disse.

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Orientação de Lula

Haddad relatou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, no início das investigações sobre o Banco Master, atuação independente dos órgãos de controle. “Lula chamou Ministério Público, STF, Polícia Federal, Banco Central e Fazenda e disse: ‘Quero tudo a limpo, doa a quem doer. Estamos diante da maior fraude bancária do Brasil’”.

Operação Compliance Zero

A nova fase da operação apura se Wagner recebeu vantagens indevidas de grupo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Entre os pontos investigados estão:

  • compra de apartamento de luxo em Salvador;
  • ingressos, no valor de R$ 63,3 mil, para show de Taylor Swift;
  • repasse de R$ 3,5 milhões a empresa da família do senador;
  • viagens ao exterior e uso de aeronave particular para deslocamento à Ilha da Paixão;
  • apreensão de US$ 49 mil em endereço vinculado a Wagner.

A PF suspeita de contrapartida política em projetos que beneficiariam o setor de crédito consignado, área de interesse do Banco Master. O senador nega irregularidades e atribui o dinheiro apreendido a diárias do Senado.

Outros citados

A investigação também menciona o senador Flávio Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PP) e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Todos negam participação em ilícitos.

Para Haddad, a mera inclusão de nomes em inquérito não significa condenação. “Quanto mais exposição, melhor, se a pessoa estiver segura dos seus atos”, concluiu.

Com informações de G1

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