O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi anunciado nesta quarta-feira (1º) como candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) para a eleição de 2026. A aliança concorrerá pelo Partido Social Democrático, legenda fundada e comandada por Kassab.
Trajetória política
Engenheiro civil e economista formado pela Universidade de São Paulo (USP), Kassab iniciou a carreira pública em 1992, quando se elegeu vereador na capital paulista pelo antigo PL. Na gestão de Celso Pitta, assumiu a Secretaria de Planejamento e, posteriormente, cumpriu dois mandatos como deputado federal.
Em 2004, integrou a chapa de José Serra (PSDB) como vice-prefeito de São Paulo e assumiu o comando da prefeitura em 2006, após Serra deixar o cargo para disputar o governo estadual. Kassab foi reeleito em 2008 e permaneceu até 2012.
Fundação do PSD e cargos executivos
O PSD foi criado por Kassab em 2011. Quatro eleições municipais depois, em 2024, o partido tornou-se a sigla com maior número de prefeituras no país.
Em âmbito federal, Kassab foi ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff até 2016, saindo antes da votação do impeachment na Câmara. No governo Michel Temer, chefiou o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
No governo paulista, ocupou a Casa Civil durante a gestão de João Doria e, na administração de Tarcísio de Freitas, comandou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais até março de 2026.
Investigações judiciais
Ao longo da carreira, Kassab foi alvo de apurações sobre contratos da Prefeitura de São Paulo, entre eles o da Controlar, responsável pela inspeção veicular, além de suspeitas de caixa dois e corrupção citadas na operação Lava Jato. Ele foi absolvido em um processo e teve outros inquéritos arquivados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Declarações sobre vice
Antes da confirmação na chapa de Caiado, Kassab havia declarado que se sentiria honrado em ser convidado para a vice na eventual reeleição do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na época, afirmou não ter “obstinação” por cargos, mas reconheceu que o convite seria um “privilégio”.
Com a formalização da candidatura, Kassab passa a integrar oficialmente a disputa presidencial de 2026 ao lado de Caiado.
Com informações de G1

