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Empresário ligado à Victory Trading já temia investigação antes de sanções dos EUA

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Alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por suposto envolvimento em uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada já demonstrava preocupação com uma eventual investigação da polícia federal norte-americana. Em diálogo captado pela Polícia Federal (PF), ele comentou: “Esse papo vai dar FBI, mano. Os caras estão investigando pesado”.

Condenação no Brasil

Em 2025, a Justiça Federal de São Paulo absolveu Shimada da acusação de furto de R$ 35 milhões do Banco Votorantim, mas o condenou a três anos de prisão por lavagem de dinheiro. Segundo sentença do juiz Massimo Palazzolo, o valor havia sido transferido para a Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., empresa da qual ele é sócio, por meio de 2.799 operações realizadas em 11 horas. O empresário recorre em liberdade.

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Apuração norte-americana

As sanções anunciadas em 1º de julho resultam de investigações do FBI, do Departamento de Justiça (DOJ) e do Departamento de Segurança Interna (DHS). Os órgãos sustentam que Shimada atuava como elo entre operadores do PCC instalados na Flórida e traficantes internacionais, lavando cerca de US$ 30 milhões com uso de criptomoedas para remeter recursos ao Brasil.

Em outra conversa extraída do celular apreendido, o empresário cita transações na Colômbia, nos Estados Unidos e no México, menciona a exchange mexicana Bitso e aconselha a troca de carteiras virtuais para driblar rastreamento.

Prisões e investigação “Vai de Bet”

Em janeiro de 2025, Shimada passou menos de um mês em prisão domiciliar sob suspeita de desviar dinheiro no escândalo do patrocínio Vai de Bet ao Corinthians. O governo norte-americano recordou a detenção, sem mencionar diretamente o clube. A PF e órgãos internacionais seguem apurando o caso, que ganhou impulso após a delação de Antônio Vinícius Gritzbach, assassinado em novembro de 2024 no Aeroporto de Guarulhos.

Segundo as autoridades dos EUA, a rede de lavagem de dinheiro operava a partir da Flórida e de São Paulo. Em janeiro de 2026, o FBI prendeu seis suspeitos na Flórida; o grupo seria liderado por Shimada e por Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, também sancionada.

Outros alvos das sanções

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira
  • Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda.
  • Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda.
  • Wave Construções Inteligentes Ltda.
  • Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda. (Portugal)

Posicionamento da defesa

Em nota, os advogados de Victor Shimada afirmaram que só tomaram conhecimento das medidas no dia 1º de julho e ainda não tiveram acesso aos documentos que fundamentaram as sanções. A defesa nega qualquer vínculo do empresário com organização criminosa ou prática de lavagem de dinheiro e diz confiar que os fatos serão esclarecidos após exame detalhado dos autos.

Shimada permanece em liberdade no Brasil enquanto responde aos processos.

Com informações de Metrópoles

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