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Coronel faz gesto durante audiência e nega ter estrangulado soldado Gisele

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O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, acompanhou por videoconferência, direto do Presídio Militar Romão Gomes, a audiência de instrução realizada na segunda-feira (29/6) sobre a morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, 32 anos. No momento em que o delegado responsável pelo caso, Lucas de Souza Lopes, citou marcas no pescoço e na mandíbula da vítima, o oficial ergueu as mãos diante da câmera e mostrou as unhas curtas, gesto interpretado como negativa à suspeita de esganadura.

Investigação aponta feminicídio e fraude processual

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento do casal, no Brás, região central da capital, na manhã de 18 de fevereiro. Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser tratado como feminicídio e fraude processual após laudos periciais indicarem agressões prévias e inconsistências na cena.

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Depoimento do delegado

Em juízo, o delegado afirmou que:

  • o laudo inicial já mostrava lesões no rosto e no pescoço;
  • a exumação do corpo reforçou a impossibilidade de disparo autoinfligido;
  • a reconstituição descartou a alegação de que o coronel, ao sair do banho, teria visto o corpo caído;
  • o cartucho da arma não foi localizado no local, sugerindo alteração da cena.

Vestígios de sangue e objetos analisados

Peritos encontraram duas gotas de sangue na bermuda usada por Rosa Neto, além de vestígios no box do banheiro e em uma toalha rosa. Conforme o inquérito, o padrão das manchas indica contato direto com a vítima, não apenas contaminação acidental.

Mensagens e ligações

Conversas extraídas dos celulares mostram que Gisele pretendia se separar. Na véspera do crime, a soldado escreveu que queria o divórcio, ao que o marido respondeu que ela “jamais terá”. Após o disparo, segundo o Ministério Público, o coronel telefonou primeiro a um superior hierárquico antes de acionar os serviços de emergência.

Próximos passos do processo

A fase de instrução prevê ouvir 34 testemunhas, entre policiais, bombeiros e familiares. Os depoimentos começaram em 29 de junho e devem terminar nesta sexta-feira (3/7), quando o réu será interrogado. Preso desde 18 de março, Geraldo Rosa Neto nega ter matado a esposa e mantém a versão de suicídio.

Com informações de Metrópoles

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