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Brasil e EUA devem prolongar grupo de trabalho para evitar aumento de tarifas

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O governo brasileiro e a administração dos Estados Unidos sinalizaram que o grupo de trabalho criado para discutir temas comerciais continuará atuando além dos 30 dias inicialmente previstos. O prazo oficial para a conclusão das conversas termina nesta sexta-feira (5), mas participantes admitem que não houve avanços suficientes para encerrar as tratativas.

Integrantes das negociações explicam que a principal meta brasileira é ganhar tempo e impedir a imposição imediata de novas tarifas sobre produtos nacionais vendidos no mercado norte-americano. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receia que, mesmo com o diálogo em curso, o governo de Donald Trump adote sobretaxas alegando práticas consideradas desleais pelo lado norte-americano.

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Seção 301 avança

Paralelamente, encerra-se nesta semana o prazo para que o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) apresente recomendações preliminares no âmbito da investigação aberta com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que analisa possíveis prejuízos a empresas e trabalhadores do país. O relatório final está previsto para 15 de julho.

Em Brasília, a estratégia é negociar um “pacote” que reúna o resultado da Seção 301 e as discussões do grupo de trabalho, evitando o chamado “tarifaço”. Entre os cenários avaliados por autoridades e empresários, as sobretaxas poderiam variar de 30% a 50%, dependendo das conclusões de Washington.

Contatos recentes

Depois de uma reunião virtual em 19 de maio entre técnicos dos dois governos, houve novo diálogo na semana passada entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. O encontro, mantido em sigilo até agora, reforçou a intenção de ambas as partes de manter o canal aberto.

Nos bastidores, membros do governo brasileiro afirmam que uma nova rodada de conversas deve ocorrer ainda nesta semana. A expectativa é que a prorrogação das negociações ajude a evitar medidas unilaterais antes da conclusão da investigação norte-americana.

Com informações de G1

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