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Arroba do boi fecha julho em alta com oferta curta e escalas apertadas nos frigoríficos

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O mercado brasileiro de boi gordo encerrou julho de 2026 com preços mais firmes, impulsionados pela menor disponibilidade de animais prontos para abate. A escassez dificultou a formação de escalas nas indústrias frigoríficas e sustentou a valorização da arroba em importantes praças pecuárias.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, a indústria teve pouco espaço para alongar as programações de abate ao longo do mês, fator que reforçou a pressão altista sobre as cotações no mercado físico.

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Preços em 30 de julho

Confira as cotações a prazo registradas nas principais regiões produtoras:

  • São Paulo (capital): R$ 350,00 por arroba – alta de 4,48% frente aos R$ 335,00 do fim de junho;
  • Goiânia (GO): R$ 325,00 por arroba – avanço de 1,56% ante os R$ 320,00 anteriores;
  • Uberaba (MG): R$ 325,00 por arroba – valorização de 3,17% sobre os R$ 315,00 do mês passado;
  • Dourados (MS): R$ 335,00 por arroba – aumento de 4,69% em relação aos R$ 320,00 de junho;
  • Cuiabá (MT): R$ 325,00 por arroba – queda de 1,52% diante dos R$ 330,00 do fechamento anterior;
  • Vilhena (RO): R$ 325,00 por arroba – alta de 1,56% sobre os R$ 320,00 de junho.

São Paulo e Mato Grosso do Sul concentraram os avanços mais expressivos, reflexo da maior disputa por animais terminados.

Exportações em ritmo mais lento

Apesar da alta interna, o volume exportado de carne bovina perdeu fôlego devido ao esgotamento antecipado da cota brasileira para a China. Ainda assim, a receita externa permaneceu elevada.

Entre 1.º e 29 de julho (18 dias úteis), o Brasil embarcou 195,214 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, gerando US$ 1,243 bilhão. A média diária foi de US$ 69,072 milhões e 10,845 mil toneladas, com preço médio de US$ 6.368,90 por tonelada.

Na comparação com julho de 2025, houve acréscimo de 3,4% na receita média diária, recuo de 9,9% no volume médio diário e avanço de 14,8% no preço médio por tonelada.

Atacado registra movimentos distintos

No mercado atacadista, o quarto dianteiro foi negociado a R$ 20,00 por quilo, queda de 4,76% frente ao fim de junho. Já o quarto traseiro subiu 3,92%, alcançando R$ 26,50 por quilo, sinalizando demanda mais firme por cortes de maior valor agregado.

Perspectivas para agosto

A Safras & Mercado prevê oferta gradualmente maior de animais de confinamento a partir de agosto, o que pode suavizar a pressão compradora dos frigoríficos e limitar novas altas. A evolução dos abates, o comportamento da demanda doméstica e o desempenho das exportações seguirão determinando o rumo das cotações nas próximas semanas.

Com informações de Portal do Agronegócio

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