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Importação de fertilizantes nitrogenados recua 20% e acende sinal de alerta para a safrinha

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Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil importou cerca de 20% menos fertilizantes nitrogenados em comparação com o mesmo intervalo de 2025, mostram dados compilados pela StoneX. O volume, que reúne ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio, é o mais baixo para os oito primeiros meses do ano desde 2019 e ocorre às vésperas do período de maior demanda para o milho safrinha.

Estoques avançam lentamente

Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, ressalta que a reposição dos estoques não acompanha a aproximação da segunda safra de milho. “O mercado brasileiro está cada vez mais próximo da safrinha, enquanto a recomposição dos estoques de fertilizantes nitrogenados parece avançar em ritmo muito lento”, afirmou.

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Ureia puxa a queda

A ureia, principal insumo nitrogenado usado no país, registrou retração de 23%. Foram cerca de 2,8 milhões de toneladas importadas de janeiro a agosto. No mesmo período, as compras de nitrato de amônio diminuíram 25%, e o sulfato de amônio também contribuiu para manter o total abaixo dos anos anteriores.

Compradores esperam preços menores

Segundo a StoneX, parte dos importadores adia contratos à espera de um cenário internacional mais favorável, com possível aumento de oferta e redução de preços. A estratégia pode reduzir custos, mas encurta prazos para transporte, desembarque e distribuição dos produtos até as lavouras.

China no radar

A possibilidade de a China ampliar as exportações de ureia é acompanhada de perto. Uma nova leva de embarques chineses aumentaria a oferta global e poderia pressionar as cotações para baixo, favorecendo quem ainda precisa fechar volumes.

Riscos geopolíticos e custos de produção

Fatores como eventuais restrições de navegação no Estreito de Ormuz e a valorização do gás natural — insumo chave na fabricação de nitrogenados — mantêm o mercado sob tensão. Interrupções logísticas ou aumento dos custos energéticos podem limitar a produção e impedir quedas expressivas nos preços.

Concorrência no Hemisfério Norte

Outra preocupação é a proximidade da fase de reposição de estoques nos Estados Unidos e em outros grandes consumidores do Hemisfério Norte. Caso essas regiões intensifiquem as compras simultaneamente, a disponibilidade de cargas tende a diminuir e os preços podem subir.

Com importações 20% menores e a janela de plantio da safrinha se aproximando, a velocidade de recomposição dos estoques será decisiva para garantir o abastecimento de fertilizantes nitrogenados aos produtores brasileiros nos próximos meses.

Com informações de Portal do Agronegócio

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