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Menor oferta eleva preço do arroz e mercado brasileiro testa novo patamar, mostra Safras & Mercado

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O preço do arroz em casca voltou a subir no Brasil, puxado pela redução da oferta imediata e pela postura de retenção adotada pelos produtores. Levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que o movimento, observado até 24 de julho de 2026, representa uma recomposição após o período de pressão registrado nos meses anteriores.

Liquidez moderada e expectativa pela safra 2026/27

Segundo o analista e consultor Evandro Oliveira, o fluxo de negócios permanece limitado porque os produtores preferem segurar os estoques à espera de melhores cotações. Ao mesmo tempo, compradores e vendedores já começam a considerar, na formação dos preços, os fundamentos esperados para a safra 2026/27.

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Estoques curtos sustentam as cotações

A combinação entre estoques mais enxutos e maior resistência dos produtores em liberar lotes volumosos tem dificultado a originação de matéria-prima pela indústria em praticamente todas as regiões produtoras. Para evitar um salto de custos que não possa ser repassado ao consumidor, as indústrias optam por compras escalonadas.

Alta concentrada no Rio Grande do Sul

No maior estado produtor do país, a valorização já aparece nas principais praças. Na Fronteira Oeste gaúcha, o avanço reforçou a expectativa dos agricultores, enquanto em Pelotas as negociações seguem seletivas, com afastamento entre os valores pretendidos pelos vendedores e as indicações da indústria. Na Região Central, os preços seguem abaixo das demais localidades, mas a oferta de grãos com alto rendimento industrial é restrita.

Mercado portuário mais competitivo

Com menor disponibilidade interna, o mercado portuário brasileiro testa novas referências de preço, favorecendo a competitividade dos lotes destinados à exportação e a reposição de estoques pela indústria.

Indicador Safras sobe quase 7% na semana

O Indicador Safras para arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62 % de grãos inteiros, pagamento à vista) fechou a quinta-feira a R$ 67,38, alta de 6,68 % em sete dias. No mês, o avanço chega a 13,34 %. Mesmo assim, o indicador ainda acumula queda de 2,07 % frente ao mesmo período de 2025.

Indústrias mantêm compras cautelosas

Enquanto o produtor segura a mercadoria, as processadoras continuam com estratégia de aquisições pontuais, buscando equilibrar margens diante da dificuldade de repassar custos ao consumidor final.

Próximos passos do mercado

A evolução dos preços nas próximas semanas dependerá do ritmo de venda por parte dos agricultores, da necessidade de recomposição dos estoques industriais e das projeções para a colheita 2026/27. Por ora, a combinação de oferta ajustada, recuperação de valores e foco na próxima safra segue determinando o comportamento das cotações do arroz no país.

Com informações de Portal do Agronegócio

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