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Arroba do boi gordo recua e negociação fica travada entre produtores e frigoríficos

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana de 10 de julho com poucas negociações e liquidez limitada nas principais regiões pecuárias do país. Pecuaristas resistem aos preços vigentes, enquanto frigoríficos seguem pressionando as cotações, mesmo operando com escalas de abate curtas.

Ritmo lento de compra e oferta contida

Análise da Safras & Mercado aponta que o desacordo entre compradores e vendedores mantém o fluxo de negócios reduzido. Produtores tentam reter os animais, mas a qualidade das pastagens e o avanço do confinamento elevam os custos de permanência a cada dia adicional.

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Menor demanda da China aumenta pressão

A quase totalidade da cota de exportação para a China já foi preenchida. Com menor volume destinado ao principal comprador externo, parte das plantas frigoríficas trabalha com capacidade ociosa mais alta e ajusta o ritmo de aquisições, o que intensifica a pressão baixista sobre a arroba.

Preços da arroba nas principais praças

Levantamento de 9 de julho registrou queda na maior parte dos polos produtores. Valores a prazo:

São Paulo (capital): R$ 330,00, redução de 1,49%;

Goiás (Goiânia): R$ 315,00, queda de 1,56%;

Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00, recuo de 1,59%;

Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00, estável;

Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320,00, baixa de 3,03%;

Rondônia (Vilhena): R$ 315,00, retração de 1,56%.

Atacado mantém preços, mas consumo decepciona

No mercado atacadista, as cotações ficaram praticamente estáveis. A eliminação antecipada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo reduziu a expectativa de alta nas vendas, enquanto a carne bovina segue enfrentando concorrência das proteínas mais baratas, sobretudo frango.

Quarto dianteiro: R$ 20,00/kg, queda de 4,76%;

Quarto traseiro: R$ 25,50/kg, estabilidade.

Exportações iniciam julho em forte ritmo

Nos três primeiros dias úteis de julho, o país embarcou 45,169 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 288,346 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária ficou em:

• US$ 96,115 milhões em faturamento;

• 15,056 mil toneladas exportadas;

• US$ 6.387,70 por tonelada.

Em relação a julho de 2025, houve alta de 43,9% na receita média diária, avanço de 25,1% no volume e valorização de 15% no preço médio.

Perspectivas

Nas próximas semanas, a formação dos preços dependerá da evolução das escalas de abate, do desempenho das exportações – especialmente para a China – e da oferta de animais de confinamento. Enquanto a demanda externa sustenta os embarques, o mercado doméstico segue pressionado pela menor competitividade da carne bovina diante de outras proteínas e pelo impasse entre pecuaristas e frigoríficos.

Com informações de Portal do Agronegócio

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