O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, voltou a atacar a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro durante entrevista ao podcast “Cortadas do Firmino”, publicada neste sábado, 20 de junho de 2026.
Questionado pelo influenciador sul-mato-grossense Firmino Cortada, Zema disse manter a reprovação que havia manifestado anteriormente sobre o caso. “Quem se aproxima de um bandido banqueiro igual esse não merece aplauso, merece repúdio”, declarou. O governador afirmou ainda que, embora Vorcaro resida em Belo Horizonte, nunca teve contato com o empresário.
Vorcaro e as suspeitas de fraude
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro está preso em São Paulo, acusado pela Polícia Federal de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode alcançar R$ 12 bilhões. Mensagens e áudios divulgados pelo site “The Intercept Brasil”, em 13 de maio, mostram Flávio Bolsonaro tratando Vorcaro como “irmão” e pedindo recursos para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, o empresário teria repassado R$ 61 milhões ao senador. A PF apura se parte desses valores foi usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais em 15 de maio, Flávio confirmou o pedido de investimento privado, mas negou qualquer irregularidade.
Direita e segundo turno
Ao comentar o cenário eleitoral, Zema posicionou-se como representante da direita e uma alternativa de “terceira via”. O governador relatou ter informado a Jair Bolsonaro, em agosto de 2023, sobre sua intenção de concorrer ao Planalto. “Bolsonaro me disse: ‘Zema, vá em frente. Quanto mais candidatos à direita, melhor’”, contou. Apesar da multiplicidade de nomes, Zema afirmou que o campo conservador se reunirá caso avance ao segundo turno: “A direita vai estar toda unida”.
Críticas às indicações de Lula ao Supremo
Zema também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando falta de critérios técnicos nas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele mencionou as nomeações de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Jorge Messias. “O Lula colocou o advogado dele, o ministro dele e o advogado do PT. Faltou colocar a mulher e o filho só”, ironizou, defendendo a meritocracia no serviço público e chamando Brasília de “caixa-preta”.
Zanin assumiu a cadeira deixada por Ricardo Lewandowski; Dino, à época ministro da Justiça, foi indicado para a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber. Já Messias, atual advogado-geral da União, teve a nomeação barrada no Senado.
A entrevista completa de Romeu Zema está disponível no canal do podcast “Cortadas do Firmino” no YouTube.
Com informações de G1

