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Vereador petista é preso em SP por suspeita de desvio de R$ 15 milhões ligados ao PCC

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São Paulo – O vereador Senival Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira, 26 de junho de 2026, na capital paulista, suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro que teria desviado R$ 15 milhões da empresa de ônibus Transunião, controlada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Acusação principal

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, Moura integraria a estrutura financeira do PCC dentro da Transunião, companhia que opera linhas na Zona Leste da cidade. O grupo criminoso usaria a receita diária em dinheiro e os subsídios municipais para “esquentar” valores de origem ilícita. Parte dos recursos desviados teria sido destinada à campanha de reeleição do parlamentar em 2020.

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Ameaça de morte e perdão da facção

Em 2020, a facção identificou um rombo de R$ 15 milhões na empresa. O sócio de Moura, Adauto Soares Jorge, foi executado. O vereador também teria sido condenado pelo chamado “tribunal do crime”, mas foi poupado porque, segundo a investigação, sua manutenção no cargo facilitaria a continuidade dos contratos públicos e o ressarcimento das perdas.

Estrutura do esquema

A Transunião registrou aumento de capital social de R$ 100 mil para R$ 50 milhões sem comprovação de origem. Esse montante turbinado servia para vencer licitações. O lucro operacional e os repasses da Prefeitura eram, em parte, desviados para contas de laranjas ligadas ao PCC.

Evolução patrimonial sob suspeita

Relatórios de inteligência financeira indicam que, entre 2019 e 2022, Moura movimentou R$ 4,4 milhões, valor R$ 2,4 milhões superior ao que poderia justificar. Imóveis de luxo em São Paulo e em Minas Gerais foram encontrados em nome de esposa, filhos e irmão do parlamentar.

Defesa e posicionamento do PT

A defesa nega irregularidades, afirma que o vereador não exerce função de gestão na Transunião há mais de seis anos e classifica a prisão como “surpreendente” às vésperas do período eleitoral. O diretório municipal do PT declarou não compactuar com o crime organizado e informou que aguardará o avanço das apurações antes de emitir posicionamento definitivo.

O vereador permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação prossegue.

Com informações de Gazeta do Povo

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