O homem investigado por amputar a mão do soldado da Polícia Militar Eduardo Marchetti Sampaio morreu na terça-feira (23/2), dois dias depois do ataque ocorrido em Arenápolis, a 258 km de Cuiabá.
De acordo com a PM de Mato Grosso, o suspeito foi baleado no tórax após resistir às ordens de prisão e avançar contra as equipes, mesmo depois de ferir o militar na noite de domingo (21). Ele chegou a ser socorrido e levado ao pronto-atendimento do município, mas não resistiu.
Nota da corporação
Em comunicado oficial, a Polícia Militar afirmou atuar “de maneira estritamente técnica e legal”. A instituição declarou que qualquer ação letal contra agentes públicos “encontrará pronta e imediata repulsa” e que a resposta será “à altura do risco imposto”. A corporação disse ainda que abrirá procedimento para esclarecer as circunstâncias da ação.
Como ocorreu o ataque
O caso começou quando uma mulher procurou o quartel local denunciando agressões do companheiro. Integrantes da Operação Escudo Feminino foram até a residência do acusado e pediram que ele se rendesse, sem sucesso.
Ao entrar no imóvel, um dos policiais foi surpreendido pelo homem armado com um facão. O soldado sofreu um corte grave na mão esquerda. A equipe recuou e solicitou reforço de militares de Nortelândia.
Com a chegada do apoio, os policiais voltaram ao endereço e encontraram o agressor escondido no quintal, ainda portando o facão. Segundo o boletim de ocorrência, ele novamente investiu contra os agentes, que então dispararam. O suspeito foi atingido, largou a arma branca e foi contido.
O registro policial classifica o caso como tentativa de homicídio, ameaça, lesão corporal, dano, desobediência e resistência.
O militar ferido segue em recuperação.
Com informações de Metrópoles

