O mercado brasileiro de laranja para processamento opera em ritmo reduzido nesta safra. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), divulgado em 24 de julho de 2026, aponta que a maior parte das frutas ainda não alcançou os índices considerados adequados de ratio (relação açúcar/acidez) e graus Brix, parâmetros que determinam rendimento e qualidade do suco industrial.
Segundo o centro de pesquisa, a limitação de qualidade faz com que as indústrias adiem aquisições, mantendo as negociações em patamar baixo. A resistência à compra também é reforçada pelos estoques relativamente elevados de suco, reduzindo a urgência na entrada de novas cargas de fruta.
Negociações pontuais
Ainda assim, algumas operações ocorrem de forma esporádica, sobretudo com variedades precoces. Essas compras atendem necessidades específicas das processadoras, que buscam equilibrar o teor de açúcares durante a produção do suco.
Produtor cauteloso
No campo, citricultores demonstram preocupação com o prolongamento da espera para entrega das laranjas. O receio é que um início mais tardio de colheita e processamento aumente a queda natural dos frutos e, consequentemente, as perdas na safra.
Perspectiva de aceleração em agosto
O Cepea projeta que, com a esperada evolução dos índices de ratio e Brix, o mercado deve ganhar dinamismo a partir de agosto. A melhora da qualidade das frutas tende a impulsionar o ritmo de compras industriais e intensificar o processamento, ampliando a liquidez no segmento de citros.
Com informações de Portal do Agronegócio

