O mercado brasileiro de milho encerrou a semana de 24 de setembro com leve retração nos preços, reflexo de negociações moderadas entre produtores e compradores. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a saca foi negociada a R$ 66,78 em média no país, queda de 0,85% frente aos R$ 67,35 registrados no fim da semana anterior.
Produtores seguram oferta; compradores atuam sem pressa
Parte dos produtores limitou as vendas à espera de cotações mais atraentes, enquanto os compradores focaram na aquisição de volumes suficientes para o abastecimento imediato, evitando disputas pelo cereal.
Principais variações regionais
No interior paulista, os preços recuaram com maior intensidade. Em Campinas (SP), na modalidade CIF, a saca passou de R$ 72,00 para R$ 71,00, redução de 1,39% na semana. Na Mogiana (SP), a queda foi de 2,90%, saindo de R$ 69,00 para R$ 67,00. Em Rio Verde (GO), a cotação diminuiu 1,54%, para R$ 64,00.
Outras praças permaneceram estáveis: R$ 65,00 em Cascavel (PR), R$ 68,00 em Rondonópolis (MT), R$ 71,00 em Erechim (RS) e R$ 66,00 em Uberlândia (MG).
Exportações sob influência de câmbio e Chicago
A volatilidade do dólar e dos contratos futuros em Chicago manteve a competitividade externa do milho no radar, mas sem impulso suficiente para elevar as cotações internas. Nos 13 dias úteis de setembro contabilizados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 3,24 milhões de toneladas, gerando receita de US$ 773,61 milhões.
A média diária embarcada ficou em 249,3 mil toneladas, ao preço médio de US$ 238,70 por tonelada. Frente a setembro de 2025, o volume diário exportado caiu 27,5%, enquanto o valor médio da tonelada aumentou 20,3%, resultando em recuo de 12,8% na receita média diária.
Com informações de Portal do Agronegócio

