O Tribunal do Júri de Taguatinga condenou o terceiro-sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Danilo Ferreira Lopes por duas tentativas de homicídio duplamente qualificadas cometidas na madrugada de 18 de agosto de 2024 dentro da Boate Exclusive, em Taguatinga.
Apesar da condenação, a sentença não determinou a perda do cargo público. O militar cumprirá pena em regime semiaberto, decisão que o Ministério Público já recorreu para tentar ampliar, defendendo a exclusão do policial da corporação.
Confusão na boate
Segundo a denúncia, o episódio começou quando um segurança pediu ao sargento que guardasse a arma de fogo que portava no estabelecimento. Clientes demonstraram preocupação com a maneira como o policial exibiu o armamento.
Testemunhas relataram que Danilo reagiu de forma agressiva, ameaçou o segurança Eduardo de morte e apontou a pistola várias vezes, mas os disparos não ocorreram porque a arma falhou. Em seguida, o militar arremessou uma garrafa contra o empresário Lee Haney Oliveira Themóteo e efetuou um disparo que o atingiu. Mesmo ferido, o empresário conseguiu fugir e procurar socorro médico.
Ida armada ao hospital
Após o ataque, o sargento seguiu armado até o Hospital Regional de Taguatinga à procura da vítima. De acordo com depoimentos, ele afirmou estar no local para “terminar o serviço”. O empresário, porém, já havia sido transferido. A presença do policial armado causou pânico entre pacientes, profissionais de saúde e vigilantes.
Antecedente de investigação
Antes desse caso, Danilo Ferreira Lopes foi investigado por tortura durante o 16º Curso de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do Batalhão de Choque da PMDF. Ele foi denunciado por agredir o policial militar Danilo Martins Pereira, aluno do curso, que precisou ficar internado em UTI por vários dias devido às lesões.
O processo referente às ocorrências na boate segue agora para análise em instância superior, onde será avaliado o pedido de perda da função pública apresentado pelo Ministério Público.
Com informações de Metrópoles

